Índia impõe restrições à distribuição de gás natural devido à guerra
A Índia anunciou esta terça-feira uma distribuição prioritária de gás natural para consumo doméstico e transportes, numa altura em que as perturbações no abastecimento devido à guerra no Médio Oriente preocupam vários setores da economia.
O país mais populoso do planeta, com cerca de 1,5 mil milhões de habitantes, é o quarto maior importador mundial de gás natural liquefeito (GNL).
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Uma grande parte do GNL consumido na Índia é proveniente do Qatar, cujas unidades de produção foram atacadas pelo Irão desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão, em 28 de fevereiro.
"O atual conflito no Médio Oriente está a perturbar o transporte de cargas de gás natural liquefeito através do estreito de Ormuz", justificou o Ministério do Petróleo num comunicado.
Para garantir uma "distribuição equitativa" de GNL, o ministério vai privilegiar setores essenciais, como o doméstico, para cozinhar, e os transportes, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
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Os restantes clientes habituais, incluindo fábricas de fertilizantes e indústrias de chá, passarão a receber apenas 70% a 80% "do consumo médio de gás dos últimos seis meses", anunciou o ministério.
A distribuição de GNL a unidades petroquímicas e centrais térmicas será reduzida ou, em alguns casos, totalmente interrompida.
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