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Pedro Nuno Santos diz que vota em candidato presidencial do PCP ou BE se PS não apresentar

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse na quinta-feira à noite que se o PS não apresentar um candidato às eleições presidenciais de 2021 votará num candidato do PCP ou do BE.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, voltou a admitir a nacionalização para salvar a TAP.
Miguel A. Lopes/Lusa
Lusa 09 de Julho de 2020 às 07:50
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"Eu nunca apoiarei um candidato da direita. Ou apoio um candidato da área do PS, ou, não havendo um candidato da área do PS, votarei num dos candidatos da esquerda, nomeadamente no candidato ou candidata do BE, ou no candidato ou candidata do PCP", afirmou Pedro Nuno Santos, em entrevista à RTP3, acrescentando que a interpretação que faz, enquanto socialista, é a de que o partido "deve ir a jogo em todas as eleições".

O ministro considerou que "deve haver sempre um candidato da área do PS", uma vez que "a importância que o PS tem, as presidenciais com a importância que têm na vida do país, justificariam que o PS tivesse um candidato".

Contudo, se o Partido Socialista não apresentar um candidato, o atual ministro das Infraestruturas votará "ou num dos candidatos do PCP ou do Bloco de Esquerda", garantindo que essa intenção é "claríssima".

O governante explicitou também que não consegue "estar a fazer campanha com candidatos ou partidos de direita" e que a "visão da sociedade" que tem apenas é concebível com os partidos à esquerda.

"Não há nenhum problema com Marcelo Rebelo de Sousa [Presidente da República], só que eu sou socialista", prosseguiu Pedro Nuno Santos.

Questionado também sobre uma possível candidatura da antiga eurodeputada socialista Ana Gomes, o ministro foi perentório em dizer que não tem "nenhuma informação sobre isso", mas sublinhou que apoiará uma eventual candidatura proveniente da família socialista.

"Se houver um candidato da área do PS, apoiarei esse candidato", reiterou.

Pedro Nuno Santos reconheceu, porém, que o atual Presidente da República "conseguiu construir uma relação de proximidade com os portugueses que vale muito do ponto de vista democrático".

À pergunta sobre se o voto contra da bancada parlamentar comunista na proposta do Orçamento Suplementar do Governo poderá colocar em causa a viabilidade da "geringonça", o ministro socialista disse que viu "com muita tristeza" a decisão do PCP, mas rejeitou aquela possibilidade.

"Lamento que isso tenha acontecido e continuo a achar que, cada um sabe de si. Portanto, nós no PS, que o PS deve fazer um esforço real, firme, claro, para conseguirmos trazer o PCP e o Bloco à governação do país", sublinhou o cabeça de lista do PS por Aveiro nas últimas eleições legislativas.

O ministro considerou que "um orçamento apoiado pelo PSD não é igual a um orçamento apoiado pelo PCP e pelo Bloco" e que, no seu entender, o Orçamento aprovado à esquerda "será sempre melhor" do que um aprovado à direita.

"A solução para a crise [decorrente da pandemia] só se pode encontrar à esquerda", finalizou o governante.

A Assembleia da República aprovou, na sexta-feira passada, em votação final global, a proposta de Orçamento Suplementar do Governo, que se destina a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia de covid-19.

A proposta foi aprovada apenas com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD, BE, PAN e os votos contra do PCP, CDS-PP, PEV, Iniciativa Liberal e Chega.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN) absteve-se e Joacine Katar Moreira (ex-Livre) estava ausente no momento da votação.



AFE // SR

Lusa/Fim
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