Melhores planos para uma reforma dourada
Conheça os 4 PPR que elegemos para aplicar as suas poupanças, com e sem garantia de capital. O rendimento chegou aos 10% ao ano, nos últimos três anos.
Gostaria de terminar a sua velhice numa bela praia relaxado a ler, a passear ou simplesmente a comer uma deliciosa bola de Berlim? Um cenário simples e até alcançável. Mas para ter uma reforma mais calórica tem de começar já a por as mãos na massa. Uma bola de Berlim para ficar macia e cremosa tem de levedar pelo menos 20 minutos, o mesmo acontece com o seu dinheiro; se quer multiplicar as suas poupanças terá de o por a trabalhar para si enquanto vai a banhos. O tema da reforma tem andado atribulado na cabeça dos portugueses. Os pensionistas atuais já sentiram na pele os cortes numa proporção inferior ao que se vai passar dentro de duas décadas: os cortes andarão perto dos 50%. Portanto, faça as contas e veja de quanto precisa amealhar para manter o mesmo nível de vida.
O que aconteceu é que Portugal ficou velho antes de ficar rico. Os cofres da Segurança Social não amealharam o suficiente para alimentar uma população tão idosa e com uma esperança média de vida que ronda os 81,1 anos, segundo o último estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). Não nascem pessoas suficientes para continuar a alimentar o sistema. Perante este cenário poderão as gerações que estão agora no ativo dormir descansadas? Sim, se olharem para a Segurança Social como o complemento de reforma que terão quando deixarem de trabalhar. Não, se ficarem sentados à sombra da bananeira a contar com a reforma do Estado. Há empresas que se preocupam com o tema e criaram fundos de pensões para os funcionários. Este é um dos caminhos a seguir. Mas quem não tem esta salvaguarda tem de o fazer por conta própria e criar um complemento de reforma, uma espécie de creme que dá mais 200 calorias à bola de Berlim. É disso que precisa para engordar a sua conta bancária. As 420 calorias de uma bola simples (ou seja, o que desconta para a segurança social) não chegarão para alimentar a sua vida quando se reformar. A inflação vai obrigar os seus rendimentos a fazerem dieta.
PPR estão de volta
Para fazer um pé de meia deve-se colocar de lado mensalmente 10% do que se ganha. Para quem aufere o salário mínimo é impensável. Seriam 53 euros por mês. Mas com os Planos Poupança Reforma (PPR) torna-se mais acessível uma vez que podem ser feitas entregas esporádicas de baixo montante, cerca de 25 euros por mês. Estes podem ter a forma de fundo de investimento/ pensões ou seguro. Podem ser de capital garantido ou variável. Muito importante, antes de investir siga os nossos conselhos e veja qual o seu perfil de investidor.
8%
Taxa de imposto
sobre o rendimento dos PPR, desde que resgatado com as condições legais em vigor.
A PROTESTE INVESTE elegeu quatro Planos Poupança Reforma, com e sem garantia de capital. Nos últimos três anos um destes produtos obteve uma rentabilidade de 10%. Os PPR sob a forma de seguro ganharam 2% brutos, em média, em 2015; e 2,4%, em média, nos últimos três anos. Nestes produtos o que mais se destacou foi o Leve Duo PPR, uma das duas opções do seguro Leve PPR da Fidelidade. Esta opção conseguiu 5,4% no ano anterior e 6,1% ao ano nos últimos três anos. Já os fundos PPR sem garantia de capital conseguiram, em média, 1,9% em 2015 e 3,7% nos últimos três anos. Alves Ribeiro PPR, NB PPR e Optimize Capital Reforma PPR Ações tiveram rendimentos entre 7,1% e 10% em 2015.
E a perda dos benefícios fiscais?
Os PPR foram penalizados na opinião pública porque perderam o glamour dos benefícios fiscais mas esta é uma falsa questão porque estes fundos mistos oferecem uma carteira diversificada e ao contrário do que se pensa têm um benefício fiscal à saída bem simpático. Pagará apenas 8% se cumprir todas as condições legais quando na maioria dos produtos de poupança são retirados 28%. Para o cliente beneficiar das vantagens fiscais, apenas os pode resgatar na reforma ou a partir dos 60 anos, desde que tenham decorridos cinco anos das entregas. Antes desta etapa de vida só os poderá mobilizar em caso de desemprego de longa duração, incapacidade permanente para o trabalho, doença grave (do participante ou de qualquer membro do agregado familiar) e também podem ser utilizados para pagar as prestações do crédito à habitação. As desvantagens são as elevadas comissões de subscrição, resgate e gestão. Nos PPR sob a forma de seguro, são as comissões de subscrição/entrega que mais pesam na fatura (2,6%, em média). Já nos PPR sob a forma de fundo, é a comissão de gestão que tem mais peso (1,8%). Mas temos verificado que são cada vez mais os produtos que isentam de algumas comissões. Já a comissão de transferência está limitada a 0,5% nos PPR com capital garantido. Nos restantes, pode fazer transferência de plano que isso não lhe acarreta qualquer custo. Portanto, se já tem um e não está satisfeito com o rendimento pode sempre mudar. Transfira-o para uma das nossas recomendações.
Certificados de Reforma: uma espécie de PPR do Estado?
Decerto já ouvir falar dos Certificados de Reforma, uma espécie de PPR do Estado. A principal diferença é que os Certificados de Reforma não têm qualquer liquidez. Apenas tem acesso ao capital na reforma. Também não o pode transferir para um PPR. Além disso é um fundo único, não permite a adequação da carteira ao risco de cada investidor e não tem o capital garantido. Em 2015, o fundo associado aos Certificados de Reforma ganhou 3% e conseguiu 4,3% ao ano nos últimos três anos, ficando assim abaixo das nossas recomendações de PPR sem garantia de capital. Não recomendamos este produto porque, além da performance ser inferior à dos melhores PPR, tem menos liquidez. Veja nas tabelas ao lado os PPR que recomendamos para quem tem menos e mais de 56 anos e tome uma atitude proactiva para que possa estar descansado no futuro.
10%
Rentabilidade anual
aproximada do PPR mais rentável do mercado em 2015 e nos últimos 3 anos.
Para comparar deve aceder ao endereço www.ganhemaisnoppr.pt e selecionar o produto que tem atualmente. Insira a sua idade, dado essencial para definir a estratégia mais adequada. No resultado da simulação fica a saber se deve ou não transferir e para qual. Esta comparação é feita tendo por base o rendimento anualizado dos últimos três anos. Cabe- -lhe a si a decisão de efetuar a transferência. Não se deixe vencer pela inércia, pois pode perder milhares de euros, já que são poupanças de longo prazo. Se o seu PPR não estiver na lista, selecione a opção "O meu PPR não está na lista", que surge como primeira opção na barra de pesquisa dos PPR. Os nossos analistas darão resposta ao seu pedido e adicionarão esse produto à lista.
Este artigo foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico.