Bolsas mundiais perto da maior valorização anual desde 2003
Na Ásia, os mercados encerraram em alta, levando o MSCI Asia Pacific a subir 0,9% e a acumular um ganho anual de 35%, a maior valorização desde 2003.
Na China, o índice Shanghai Composite registou o maior ganho dos últimos dois anos ao subir cerca de 80%, após uma queda de 65% em 2008.
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"As políticas de estímulo económico do governo chinês excederam as expectativas dos investidores o que explica o forte desempenho deste ano", comentou um analista à agência Bloomberg.
Na Índia, os mercados aproximam-se do maior ganho dos últimos 18 anos. O Sensex acumula já uma subida superior a 82%. O índice indiano registou uma forte valorização após Manmohan Singh ter ganho as eleições legislativas, que decorreram em Maio.
"Os ganhos espectaculares deste ano devem-se às políticas 'amigas do mercado' do Governo de Manmohan Singh", afirmou outro analista contactado pela agência noticiosa.
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O maior ganho teve lugar na bolsa russa, onde o índice RTS acumula já uma valorização superior a 128%. Os mercados russos foram impulsionados pela forte subida do preço do petróleo, que se aproxima do maior ganho anual da última década.
Na Europa, os mercados negoceiam em terreno positivo, à excepção do PSI-20. Ainda assim, a bolsa nacional deverá terminar o ano com o maior ganho desde 1997, acumulando uma valorização superior a 33%.
Em Londres, o FTSE aproxima-se do maior ganho anual desde 1997, depois de ter perdido 31,33% no ano passado.
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Desde os mínimos de Março, o FTSE já subiu cerca de 54%, levando o ganho anual para perto dos 22%. Os mercados britânicos beneficiaram da queda das taxas de juro e dos estímulos económicos concedidos pelo Governo britânico.
Em França, o CAC 40 também acumula um ganho muito próximo dos 23%, o maior ganho anual desde 2005.
Do outro lado do Atlântico, os mercados ainda não começaram a negociar. No entanto, no Brasil tudo indica que o índice Bovespa encerre o ano com o maior ganho dos últimos seis anos.
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O Bovespa já subiu 83% este ano. "O Brasil conseguiu 'libertar-se' do resto mundo e saiu muito forte desta crise, em parte devido aos incentivos governamentais e aos bancos fortes", afirma Alexandre Viana da SulAmerica Investimentos.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones acumula já um ganho anual superior a 20%, o Nasdaq de 45% e o S&P 500 de 24%.
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