Brasil pede a Chevron para suspender todas as actividades no país
Além da suspensão das actividades da Chevron e da Transocean (proprietária da plataforma Deep Horizon no Golfo do México, que era explorada pela BP e que explodiu no ano passado, tendo levado a que o derrame do poço Macondo provocasse o maior desastre ambiental dos EUA), o Ministério Público solicita também à Justiça uma indemnização de 20 mil milhões de reais (8,2 mil milhões de euros) às empresas.
“Durante as investigações, o Ministério Público federal apurou que a Chevron e a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados pelo derrame de cerca de três mil barris de petróleo, o que evidencia a falta de planeamento e gestão ambiental das empresas”, indica o comunicado do ministério.
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A entidade assinala ainda a falta de preparação da Chevron para conter o derrame, já que a sua técnica “não teve efeito”.
“A petrolífera ainda omitiu informações à Agência Nacional de Petróleo, cometeu falhas no plano de contingência e errou ao dimensionar o desastre”, critica o ministério público federal, que pede, assim, a paralisação definitiva das actividades de ambas as empresas em território brasileiro.
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