Cristiano Ronaldo “recomenda” um dos produtos mais arriscados do mundo

O avançado celebrou uma parceria com a Exness, uma corretora cambial. Os valores não foram revelados, mas a imprensa aponta para que o atleta receba cerca de três milhões de euros por temporada. Este acordo tem feito correr muita tinta na imprensa. Porquê? Cristiano Ronaldo acaba por se associar a produtos de investimento extremamente complexos.
Cristiano Ronaldo
Reuters
Negócios com Bloomberg 21 de Setembro de 2017 às 14:44

Cristiano Ronaldo anunciou, a 2 de Agosto, uma nova parceria. Desta vez com a Exness, uma corretora cambial com um volume de negociação mensal de 314 mil milhões de dólares, segundo a Deloitte, citada pela imprensa internacional.

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O valor do acordo entre a Exness e Cristiano Ronaldo não foi tornado público, tendo sido noticiado que deverá rondar um valor próximo dos três milhões de euros por temporada. O que estará em linha com o acordado com o Real Madrid, tendo dias antes a Exness celebrado um acordo semelhante com o clube merengue.

 

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Este acordo tem sido noticiado por vários órgãos de comunicação, mais pelas potenciais implicações do que pelo acordo em si. A imprensa salienta que o jogador português tem mais de 59 milhões de seguidores no Twitter – rede social através da qual anunciou o acordo – um número que supera em 21 milhões o número de seguidores, por exemplo, do presidente dos EUA, Donald Trump.

 

E qual é a preocupação? É que a Exness é uma corretora cambial que trabalha com produtos complexos. Esta empresa, com sede no Chipre, trabalha com produtos complexos, altamente alavancados (chamados de CFD - contracts for difference) que representam riscos de investimento, especialmente aos investidores retalhistas, normalmente menos habilitados.

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Espanha tem implementado medidas de protecção dos investidores, tendo, nomeadamente, imposto restrições à publicidade no futebol a este tipo de produtos, explica a Bloomberg. Estas medidas entraram em vigor em Março, precisamente porque o regulador do mercado espanhol considera que este tipo de investimento "não é apropriado" para investidores de retalho.

 

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A agência de informação americana realça que os investidores que apostaram nestes produtos em Espanha perderam dinheiro 82% das vezes, com o regulador a revelar que cerca de 31.000 corretores perderam 142 milhões de euros nestas operações, num período de 21 meses terminado em Setembro de 2016.

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