Société Générale: Portugal Telecom necessita de "tempo para respirar"

O banco diz que o peso dos investimentos, o novo projecto no Brasil e o mercado doméstico requerem que os investidores se foquem, novamente, nos fundamentais da operadora.
Hugo Paula 19 de Novembro de 2010 às 13:06

Depois de ter aceite uma proposta de 7,5 mil milhões de euros que transformou as perspectivas e a “história da acção”, os analistas aproveitam para ver se as alterações na estrutura de valor da cotada estão “totalmente reflectidas” no actual preço das acções, diz banco de investimento numa nota analistas com o subtítulo: “Tempo para respirar”.

“Este ano foi preenchido para a Portugal Telecom, até agora” diz a nota de investimento do Société Générale a que o Negócios teve acesso. Depois de ter apresentado um comportamento negativo e abaixo do sector das telecomunicações, a operadora portuguesa “disparou 55% após 10 de Maio e ultrapassou o índice em 32%”, refere o banco.

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Segundo a equipa de analistas, os elevados custos de investimento na rede de cabo e dos conteúdos consistem numa “estratégia dispendiosa” que será positiva para a cotada no longo prazo. Já as perspectivas para o mercado doméstico são melhores que se chegou a recear, enquanto a exposição ao Brasil continua a ser “tangível”, mas menos “convincente”, explicam.

Os analistas chama ainda a atenção para o facto de a operadora controlar “apenas cerca de 60% do ‘free cashflow’ consolidado, confiando na sua capacidade futura de extrair dividendos” para a parte dos resultados que provém das operações brasileiras.

A avaliação do banco para a operadora confere-lhe um potencial de desvalorização de 3%, que justifica a recomendação de “manter”. Hoje os títulos avançam 1,10% para 10,11 euros.

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