Soja em máximo histórico no mercado de Chicago

A soja atingiu hoje um máximo histórico, o milho subiu para o nível mais alto dos últimos 11 anos e o trigo ganhou bastante terreno, depois de o governo norte-americano ter revelado que a produção não está a conseguir acompanhar o ritmo da crescente procu
Carla Pedro 11 de Janeiro de 2008 às 19:44

A soja atingiu hoje um máximo histórico, o milho subiu para o nível mais alto dos últimos 11 anos e o trigo ganhou bastante terreno, depois de o governo norte-americano ter revelado que a produção não está a conseguir acompanhar o ritmo da crescente procura mundial destas matérias-primas agrícolas, destinadas à alimentação e à produção de biocombustíveis.

O contrato de Março da soja ganhava 3,5%, para 13,04 dólares por alqueire, ao final da tarde na bolsa de mercadorias de Chicago. Um pouco antes, atingiu os 13,1025 dólares, o que constituiu um máximo histórico. O anterior recorde era de 1973, segundo a Bloomberg. Os futuros da soja ganharam 78% no ano passado, depois de a área de cultivo dos agricultores norte-americanos ter tido a menor extensão dos últimos 12 anos.

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O milho para entrega em Março registou a subida máxima diária de 20 cêntimos permitida no mercado de Chicago. Este cereal ganhou 4,2%, para 4,95 dólares por alqueire, valor mais elevado de um contrato de futuros desde Junho de 1996. Nos últimos três meses, os preços do milho subiram 44%.

Quanto ao trigo, o contrato de Março ganhou 3,4% em Chicago, ao valorizar o máximo de 30 cêntimos permitido na negociação diária, para se fixar em 9,125 dólares por alqueire. Os futuros do trigo duplicaram no ano passado, atingindo um recorde de 10,095 dólares a 17 de Dezembro.

A colheita mundial de soja vai diminuir em 6,5% este ano e os "stocks" norte-americanos de milho vão ser 20% menores do que o estimado há um ano. Por outro lado, os produtores de trigo no Kansas e no Texas cultivaram uma menor área, apesar de o preço deste cereal ter duplicado, anunciou hoje o Departamento norte-americano da Agricultura.

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A menor oferta vai aumentar o custo das rações e dos alimentos. Globalmente, os preços dos géneros alimentícios duplicaram nos últimos cinco anos, segundo dados das Nações Unidas citados pela Bloomberg.

Os Estados Unidos são o maior produtor e exportador mundial de milho e soja e exportam mais milho do que qualquer outro país.

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