UBS recomenda compra de acções europeias em detrimento das norte-americanas

Pacote de resgate financeiro à Grécia alivia a Europa de alguns riscos, o que leva o UBS a lançar uma recomendação de acumulação de acções europeias nas carteiras dos investidores. É a primeira vez que o faz em quase dois anos.
Diogo Cavaleiro 25 de Julho de 2011 às 19:29

“O compromisso dos líderes da União Europeia para o projecto europeu, na semana passada, ajudou a acalmar os receios”, escreveu numa nota o estratega Jeffrey Palma, do UBS, citado pela Bloomberg. O analista referia-se ao segundo pacote de resgate financeiro à Grécia no valor de 109 mil milhões de euros.

“Com as preocupações a curto prazo sobre a Europa colocadas de lado e com os mercados dos Estados Unidos próximos dos máximos de um ano, a recompensa pela tomada de risco favorece os mercados europeus”, considerou o estratega.

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De acordo com a Bloomberg, o UBS elevou a recomendação para as acções do Velho Continente para “overweight”, o que indica que os investidores devem engordar a presença destes títulos na sua carteira. Já a recomendação para as acções norte-americanas é de “underweight”, o que aconselha aos investidores o comportamento inverso.

Apesar de admitir que o plano europeu não é uma solução “abrangente”, o suíço UBS acredita que os riscos desceram no que diz respeito à Europa, depois da resposta europeia aos receios de contágio da crise da dívida à Espanha e à Itália.

Nos últimos cinco dias, na expectativa e na resposta ao resgate grego, o Stoxx Europe 600 valorizou 3,5%. Ao mesmo tempo, o norte-americano Standard & Poor’s subiu 2,86%. Hoje, esta apreciação foi interrompida com a descida do “rating” da dívida da Grécia por parte da Moody’s e com a continuação do impasse em torno do aumento do limite do endividamento nos EUA.

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Desde o início do ano, o índice europeu marca uma queda anual de 1,6%, ao passo que o S&P regista um incremento de 6,8%.

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