IMF – Confiança do consumidor nos EUA sobe em Abril

Confiança do consumidor nos EUA sobe em Abril; Retalho britânico em dificuldades; Crude prolonga subida; Ouro recua para mínimos de um mês.
IMF - Informação de Mercados Financeiros 13:00

A confiança dos consumidores nos EUA registou uma subida em abril, contrariando as previsões. Este aumento ocorreu num cenário em que um cessar-fogo no conflito com o Irão deu impulso aos mercados acionistas e contribuiu para uma melhoria das perceções sobre o mercado de trabalho. Segundo o Conference Board, o índice de confiança avançou 0,6 pontos, fixando-se em 92,8 neste mês. Ainda assim, os consumidores continuam a expressar algum pessimismo, com referências frequentes a preços, energia e guerra, refletindo preocupações quanto ao impacto económico do conflito no Médio Oriente.

PUB

O Eur/Usd iniciou a semana de forma relativamente estável, mantendo-se temporariamente acima do suporte de $1,17. No entanto, à medida que avançou a semana, o par perdeu força, e acabou por quebrar o suporte dos $1,17. Na quinta-feira, o par recuou até mínimos de duas semanas em torno dos $1,1654, mas inverteu sentido e acabou a essa sessão com ganhos, em torno dos $1,1726. O índice MACD inverteu, apresentando agora sinal de venda aberto.

Taxa de câmbio Euro/Dólar americano
DR
PUB

De acordo com o CBI, o setor retalhista britânico terá sofrido em abril a mais acentuada quebra homóloga de vendas em mais de 40 anos. O indicador mensal recuou para -68, depois de ter registado -52 em março, atingindo o nível mais baixo desde o início da série, em 1983. As perspetivas para maio também se deterioraram, com o indicador a cair para -60, o valor mais baixo desde março de 2021. A contração que o indicador sinaliza está ligada ao aumento das preocupações das famílias com a inflação, num contexto marcado por tensões geopolíticas no Médio Oriente. O CBI apelou ainda ao Governo do Reino Unido para que evite agravar os custos das empresas, sugerindo medidas como a redução da carga fiscal sobre imóveis, o alívio das faturas energéticas e prudência na introdução de nova legislação laboral. Além disso, o enfraquecimento do poder de compra continua a limitar a procura, pressionando o desempenho do setor nos próximos meses.

Após a forte queda da semana passada, o Eur/Gbp tinha vindo a estabilizar com ganhos durante esta semana, transacionando em torno dos £0,8660, ligeiramente abaixo da linha da média móvel a 200 dias, que ronda os £0,8702. Porém, durante a sessão de quinta-feira, o par inverteu sentido, devido à valorização da libra após a decisão do BoE de manter as taxas de juro inalteradas. Assim, o par chegou a alcançar mínimos de mais de um mês, quando atingiu os £0,8628. O índice MACD continua com o sinal de venda aberto.

Taxa de câmbio Euro/Libra esterlina: gráfico de variação
DR
PUB

A semana iniciou com os preços do petróleo a prolongarem a forte valorização da semana anterior, num contexto de ausência de progressos nas negociações entre Irão e EUA e de manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz. Ao longo dos primeiros dias, a subida foi sustentada pelo agravamento do défice global da oferta, com os preços em alta. A meio da semana, a trajetória ascendente intensificou-se, impulsionada pela persistência das tensões geopolíticas, incluindo o bloqueio contínuo ao transporte marítimo na região do Médio Oriente e os ataques a infraestruturas petrolíferas russas por parte dos ucranianos e também pela saída dos Emiratos Árabes Unidos da OPEP+. No final da semana os preços (mercado de futuros) atingirem máximos de quatro anos, num contexto de receios de escalada do conflito entre os EUA e o Irão e potenciais disrupções no abastecimento global.

Esta foi uma semana globalmente positiva para o petróleo, tendo iniciado a semana com ganhos, acima dos $96/barril. Ao longo da semana, a matéria-prima continuou com o sentimento positivo, tendo registado vários aumentos. Na quinta-feira, apesar do sentimento se ter invertido, o petróleo (crude WTI) alcançou máximos do início do mês, quando ficou perto de atingir os $111/barril.

PUB
Preço do crude (NYM) em alta, cotado a 104,95 USD, impulsionado pela confiança do consumidor nos EUA
DR

A semana arrancou com o ouro em queda, pressionado pela ausência de progressos diplomáticos entre EUA e Irão, o que manteve os preços do petróleo elevados e reforçou os receios inflacionistas. A meio da semana, o metal precioso aprofundou as perdas, atingindo mínimos de um mês, à medida que o agravamento das tensões e a decisão da FED de manter as taxas, mas sinalizando preocupações com a inflação, reduziram as perspetivas de cortes nos juros. No final da semana, o ouro recuperou ligeiramente, mas permaneceu sob pressão, num contexto de expectativa de taxas mais altas por mais tempo e de impasse persistente no Médio Oriente, mantendo-se no caminho para um segundo declínio mensal consecutivo

PUB

Esta semana está a ser globalmente negativa para o preço do ouro. O metal precioso iniciou a semana com perdas, até chegar aos $4554/onça. Durante a sessão de quarta-feira, o ouro atingiu mínimos de 31 de março quando alcançou os $4509/onça, sustentando-se acima do suporte de $4500/onça. Depois disto, o metal precioso inverteu o sentimento e começou a transacionar com ganhos a chegar aos 2% e a transacionar pelos $4646/onça.

Ouro recua para mínimos de um mês
DR

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

PUB
Saber mais sobre...
Saber mais petróleo preços Bom preço PREC Estados Unidos TV CBI WTI
Pub
Pub
Pub