IMF – Inflação harmonizada na Alemanha abrandou para 2%
A inflação harmonizada na Alemanha abrandou de forma inesperada para 2,0% em fevereiro, pressionada pela descida dos preços da energia. Esta leitura segue-se aos 2,1% registados em janeiro. O recuo surge num contexto de moderação generalizada dos preços na zona euro e reforça as expectativas de manutenção das taxas de juro. Ainda assim, a maior economia europeia continua a enfrentar fragilidades, com o desemprego acima dos três milhões de pessoas, refletindo anos de estagnação. A inflação subjacente, que exclui energia e alimentação, manteve-se em 2,5%. Numa outra nota, o indicador de clima do consumidor alemão, divulgado pelo GfK, caiu para -24,7 pontos na leitura que antecede março, face a -24,2 no mês anterior, ficando aquém das expectativas do mercado, que apontavam para -23,1.
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O Eur/Usd testou a resistência dos $1,18 por diversas vezes na semana passada, depois de renovar mínimos de quase 1 mês pelos $1,1742 na sexta-feira da última semana, embora sem conseguir consolidar-se acima desse patamar. O indicador MACD tem vindo a encurtar o seu sinal de venda. Por sua vez, a média móvel a 200 dias continua a subir, tendo atingido os $1,1665, próximo do suporte do par nos $1.17.
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O PIB do Canadá caiu a um ritmo anualizado de 0,6% no 4º trimestre de 2025, contrastando com o crescimento de 2,4%, revisto em baixa de 2,6%, no trimestre anterior, e ficando muito aquém das previsões, que apontavam para estagnação. Em 2025, a economia canadiana cresceu apenas 1,7%, o ritmo mais lento desde 2020. A principal explicação para a quebra foi a forte redução de inventários, já que as empresas optaram por satisfazer a procura recorrendo a stocks acumulados, em vez de aumentar a produção. O investimento em habitação também caiu de forma significativa, penalizando o crescimento. Apesar disso, as exportações, o consumo das famílias e o investimento público ajudaram a mitigar a desaceleração.
O Eur/Cad acompanhava uma linha de tendência ascendente desde finais de março de 2025, o que o levou a quebrar a sua resistência nos C$1,60. Depois de quebrar essa resistência o par tentou estabelecer-se acima do nível dos C$1,64, mas sem sucesso, tendo renovado, a 17 de outubro de 2025, máximos de abril de 2009 pelos C$1,6467. Após não ter conseguido ultrapassar esse nível, o par corrigiu, tendo quebrado a sua linha de tendência ascendente. Na última semana, o Eur/Cad lateralizou em torno dos C$1,61.
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O preço do petróleo iniciou a semana com uma tendência de queda, motivado pela expectativa de um entendimento iminente entre os EUA e o Irão no dossiê nuclear. Contudo, na sexta-feira, após os países não terem chegado a um acordo e as negociações terem sido estendidas para a próxima semana, o sentimento mudou, e fez com que o preço do petróleo encerrasse a semana com uma variação positiva.
O preço do petróleo iniciou a semana com uma tendência maioritariamente negativa, tendo quebrado em baixa o nível dos $66/barril e atingindo, na quinta-feira, os $63,60/barril, mínimos de quase 10 dias. Contudo, o “ouro negro” conseguiu recuperar terreno na sexta-feira, tendo voltado a transacionar acima do nível mencionado anteriormente onde ultrapassou os $67,50/barril, pela primeira vez desde agosto de 2025.
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O Ouro iniciou a semana com ganhos, principalmente devido à elevada incerteza quanto às tarifas norte-americanas, depois da decisão do Supremo Tribunal dos EUA de as considerar ilegais. Já na última sessão da semana a subida no preço do metal precioso deveu-se principalmente a fatores geopolíticos, nomeadamente o facto dos EUA ainda não terem chegado a um acordo com o Irão na matéria nuclear.
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A última semana foi positiva para o ouro, que viu o seu preço ultrapassar o nível dos $5200/onça, onde renovou máximos de 30 de janeiro. Após renovar tal máximo o metal-precioso chegou a corrigir, mas o nível dos $5000/onça suportou a queda. Posteriormente, o preço do ouro voltou a negociar em torno dos $5200/onça.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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