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IMF – Eur/Usd regressa acima da paridade

Uma semana invulgar no Reino Unido; BCE subiu taxas; Petróleo regressou às perdas; Ouro beneficiou de dólar mais fraco

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| Uma semana invulgar no Reino Unido

A semana passada foi bastante inusitada no Reino Unido. Na segunda-feira Liz Truss foi eleita líder dos Conservadores e assumiu, no dia seguinte, posse como a nova Primeira-Ministra, sucedendo a Boris Johnson. A sua primeira ação no cargo surgiu com o anúncio de um conjunto de medidas que visam conter os preços energéticos, de forma a aliviar a pressão da subida do custo de vida. As medidas anunciadas limitarão o custo médio da energia para as famílias a £2 500 por ano a partir de outubro, abaixo das £3 548 que teriam de pagar sem a intervenção. Os consumidores também receberão um subsídio de £400, que já foi anunciado. O programa terá uma duração de dois anos. Já apenas um dia após o anúncio destas medidas, o país recebeu a notícia de que a Rainha Isabel II faleceu aos 96 anos. Este acontecimento, para além da componente sentimental que provocou na nação, fez aumentar o estado de alerta sobre a situação política no Reino Unido. Como resultado de todos estes acontecimentos, a libra registou uma semana volátil, perdendo terreno tanto face ao dólar como face ao euro.

A nível técnico, o Eur/Gbp teve mais uma semana de ganhos, chegando mesmo a testar níveis acima das £0,87, renovando máximos de dois meses e meio. Até ao momento, ainda não obteve sucesso, sendo que caso não o obtenha poderá corrigir em baixa, recuando novamente até às £0,86.

| BCE subiu taxas em 75 pb

O BCE foi ao encontro do recente consenso do mercado, subindo em 75 pontos base (pb) as taxas de juro de referência. A taxa de depósitos encontra-se agora em 0,75% e a de refinanciamento em 1,25%. A decisão foi unânime por parte dos membros do Comité, tendo sido sinalizado que as subidas deverão continuar nos próximos tempos, tendo a Presidente do BCE, Christine Lagarde, indicado que serão necessárias entre duas a cinco subidas até se encerrar este ciclo. Lagarde indicou que subidas de 75 pb não serão necessariamente a norma para as próximas reuniões. O BCE defendeu as suas decisões com base numa inflação cada vez mais alta, que gera receios de que se possa tornar enraizada na economia, pesando sobre as poupanças das famílias. O Banco Central reviu em alta as projeções para a inflação para 2023, de 3,5% para 5,5% e de 2% para 2,3% para 2024. Já no que toca às projeções de crescimento, para este ano o BCE está um pouco mais otimista, estimando um crescimento do PIB de 3,1% (contra 2,8% anteriormente). Contudo, reviu significativamente em baixa o crescimento para 2023, de 2,1% para 0,9%. Quando questionada sobre a temática da desvalorização do euro, Lagarde absteve-se de comentar o assunto, indicando apenas que o BCE está a monitorizar a situação, mas que não tem qualquer tipo de "meta" para a moeda.

O Eur/Usd reagiu em alta ao anúncio do BCE, regressando para níveis acima da paridade no final da semana. Como tal, as perspetivas para o curto-prazo estão um pouco mais positivas, ainda que para o longo-prazo a tendência aparente ser de queda, sendo que o próximo suporte se situa na zona dos $0,95, ainda que este seja bastante antigo.

| Petróleo encerrou em queda pela segunda semana consecutiva

O petróleo registou uma variação negativa pela segunda semana consecutiva. Os preços do "ouro negro" foram pressionados pelos receios em torno da procura, numa altura em que os bancos centrais um pouco por todo o mundo continuam a subir taxas e se continuam a verificar restrições relacionadas com a Covid-19 na China.

nível técnico, o crude ainda testou o nível dos $90 no início da semana, mas acabou por corrigir em baixa, dando seguimento ao movimento descendente que tem vindo a descrever desde junho. Como tal, a matéria-prima poderá recuar no curto prazo, tendo como próximo suporte o nível dos $85.

| Ouro regressou aos ganhos

O ouro regressou aos ganhos, ressaltando após ter atingido mínimos de seis meses. A contribuir para este movimento esteve, principalmente, um dólar norte-americano mais fraco na parte final da semana, o que impulsionou a procura do metal precioso, apesar das expetativas de continuação de subidas de taxas de juro, principalmente pela Fed, para conter a inflação.

O ouro apresenta uma clara tendência de queda desde meados de março, apresentando máximos relativos cada vez mais baixos. Nas últimas semanas acabou por encontrar suporte no nível psicológico dos $1700, mas esta "pausa" poderá ser apenas temporária.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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