IMF – Confiança dos consumidores dos EUA caiu em março
Confiança dos consumidores dos EUA caiu em março; Vendas a retalho no Reino Unido recuaram; Crude perto dos $100/barril; Ouro recupera após mínimos de 4 meses
| Confiança dos consumidores dos EUA caiu em março
A confiança dos consumidores dos EUA caiu para o nível mais baixo dos últimos três meses em março, à medida que a guerra no Médio Oriente impulsionou os preços do petróleo e desencadeou volatilidade nos mercados financeiros, suscitando preocupações quanto às perspetivas da economia. O Índice de Confiança do Consumidor caiu para um valor final de 53,3 pontos este mês, o nível mais baixo desde dezembro, face aos 55,5 registados anteriormente. Os analistas tinham previsto que o índice recuasse para 54,0. Por sua vez, o indicador das expectativas dos consumidores em relação à inflação para o próximo ano subiu para 3,8% este mês, face aos 3,4% registados em fevereiro. Já as expectativas dos consumidores em relação à inflação para os próximos cinco anos baixaram para 3,2%, face aos 3,3% do mês passado.
O Eur/Usd tem vindo a tentar recuperar terreno desde que renovou mínios de agosto de 2025 pelos $1,1410, próximo do seu suporte nos $1,14. O par iniciou a última semana em alta, ultrapassando o nível dos $1,16 e renovando máximos de quase 2 semanas a $1,1639. No entanto, após não se ter conseguido fixar acima deste nível, o Eur/Usd corrigiu, invertendo o sentimento. Assim, nas sessões seguintes, aproximou-se novamente do nível dos $1,15. O indicador MACD tem o seu sinal de compra aberto para o par.
| Vendas a retalho no Reino Unido recuam em fevereiro
As vendas a retalho no Reino Unido registaram uma contração em fevereiro, invertendo o crescimento verificado no mês anterior e sinalizando possíveis dificuldades para março. De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas, os volumes de vendas a retalho caíram 0,4% em fevereiro, o que representa um recuo inferior à previsão de 0,7%, após um aumento revisto de 2,0% em janeiro, o desempenho mensal mais forte desde maio de 2024. A descida mensal refletiu-se em vários setores, incluindo combustíveis automóveis, vestuário, produtos alimentares e bens domésticos. Em termos homólogos, o crescimento desacelerou para 2,5%, abaixo dos 4,8% registados no mês anterior. Adicionalmente, a confiança dos consumidores tem vindo a deteriorar-se desde 28 de fevereiro, quando os ataques dos EUA e de Israel ao Irão provocaram uma subida acentuada dos preços do petróleo, agravando as perspetivas económicas das famílias britânicas.
O Eur/Gbp lateralizou ligeiramente acima do seu suporte a £0,86 ao longo da última semana. O par iniciou com perdas, tendo chegado a negociar a £0,8630 mas posteriormente conseguiu recuperar. O Eur/Gbp tenta agora voltar a negociar acima da sua média móvel a 200 dias que se fixou em £0,8693. O Indicador MACD tem o sinal de compra aberto para o par.
|Crude perto dos $100/barril
A semana arrancou com o preço do petróleo em forte alta, à medida que o presidente dos EUA e o porta-voz do parlamente iraniano escalaram a retórica de ataques durante o fim de semana. Contudo, ainda na segunda-feira, Donald Trump afirmou que estariam a decorrer negociações para terminar a guerra e que não iria atacar infraestruturas energéticas no Irão até ao final da semana, prazo que, entretanto, foi estendido até 7 de abril, o que fez os preços da matéria-prima encerrarem esse dia em baixa. Nas sessões seguintes, o Irão afirmou que as palavras de Donald Trump são apenas uma tentativa de impedir a queda acentuada dos mercados financeiros, o que, diminuiu a esperança de uma resolução rápida do conflito no Médio Oriente, o que impulsionou novamente os preços do petróleo. O Estreito de Ormuz manteve-se virtualmente bloqueado.
O preço do petróleo iniciou a semana em alta, apesar de a sessão de segunda-feira ter terminado com variação negativa, após as declarações de Trump, o que fez com que o petróleo renovasse mínimos de quase 2 semanas pelos $84,83/barril. Desde então, o preço da matéria-prima ressaltou, e voltou a apresentar um sentimento de valorização, encerrando a semana ligeiramente abaixo dos $100/barril.
| Ouro recupera após mínimos de 4 meses
A semana iniciou com uma forte queda no Ouro na segunda-feira à medida que escalavam as tensões no Médio Oriente, contudo, as declarações de Donald Trump, já mencionadas anteriormente, fizeram o metal precioso recuperar grande parte das perdas nessa sessão. Após isso, o preço do metal-precioso deu continuidade aos ganhos, encerrando a semana próximo do nível em que a iniciou.
A primeira sessão da última semana para o preço do Ouro foi muito volátil, com o metal preciso a renovar mínimos de 4 meses, próximo dos $4100/onça, mas a encerrar a sessão ligeiramente abaixo dos $4500/onça. Desde então, o sentimento foi maioritariamente positivo no restante da semana, com o ouro a voltar a superar ligeiramente o nível dos $4500/onça.
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