Apple e queda do preço do petróleo levam Wall Street a novos máximos históricos

A bolsa norte-americana encerrou esta sexta-feira em máximos históricos, impulsionada pelos resultados acima do esperado de empresas como a Apple e a Estée Lauder, enquanto a descida do preço do petróleo aliviou receios sobre a guerra com o Irão.
Wall Street
Seth Wenig / AP
Lusa 09:41

O índice alargado S&P 500 avançou 0,3%, para um novo recorde de 7.230,12 pontos, somando a quinta semana consecutiva de ganhos, a mais longa sequência positiva desde 2024.

Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,9%, encerrando também num máximo histórico, nos 25.114,44 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average contrariou a tendência e recuou 0,3%, ou 152,87 pontos, para 49.499,27.

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A principal força motriz do mercado foi a Apple, cujas ações subiram 3,3% após a fabricante do iPhone divulgar receitas e lucros trimestrais superiores às previsões dos analistas. Dada a dimensão da empresa em Wall Street, o desempenho da tecnológica teve um impacto significativo no avanço do S&P 500.

Também a Estée Lauder valorizou 3,4%, beneficiando de resultados acima do esperado e da revisão em alta de algumas previsões financeiras, apoiadas sobretudo pela recuperação do mercado chinês. A SanDisk ganhou 8,3%, depois de superar as estimativas de lucro graças ao aumento da procura de soluções de armazenamento por parte de centros de dados.

A Colgate-Palmolive avançou 2,2%, após apresentar resultados melhores do que o previsto, embora o presidente executivo, Noel Wallace, tenha alertado para "condições macroeconómicas voláteis" e para um crescimento mais lento do setor ao longo de 2026.

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Segundo dados da FactSet, mais de um quarto das empresas cotadas no S&P 500 já apresentaram resultados relativos ao primeiro trimestre do ano e cerca de 84% superaram as expectativas dos analistas. O índice caminha para um crescimento homólogo dos lucros próximo de 15%.

Os mercados continuaram, contudo, atentos à evolução do conflito entre Israel e o Irão, sobretudo pelo impacto nos preços do petróleo e na economia mundial. O receio de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz tinha provocado fortes subidas do crude no início da semana, mas os preços inverteram parcialmente essa tendência perante expectativas de reabertura da rota marítima.

O barril de Brent, referência internacional, caiu hoje 2%, para 108,17 dólares, embora continue bastante acima dos cerca de 70 dólares registados antes do início do conflito.

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A descida do petróleo penalizou as grandes petrolíferas norte-americanas, apesar de ambas terem apresentado resultados trimestrais acima do esperado. A Exxon Mobil perdeu 1% e a Chevron recuou 1,4%, refletindo também uma quebra dos lucros líquidos face ao ano anterior.

No mercado obrigacionista, a redução dos preços do crude e dados económicos abaixo das expectativas ajudaram a aliviar os juros da dívida pública norte-americana. A taxa das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos a 10 anos desceu de 4,40% para 4,38%, movimento que tende a favorecer o crédito e os mercados acionistas.

Grande parte das bolsas internacionais esteve encerrada devido ao feriado do Dia do Trabalhador. Entre os mercados que permaneceram abertos, o índice Nikkei 225, de Tóquio, subiu 0,4%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,1%.

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