Bolsas europeias estendem perdas com situação da China a pairar
As bolsas europeias continuam a registar perdas. Depois de em Agosto, o Stoxx 600, índice de referência, ter tido o pior desempenho mensal desde 2011, pressionado pelos receios em torno da subida dos juros nos EUA e pela turbulência na China, o arranque do mês de Setembro não está a ser melhor.
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O índice de referência e que agrega as 600 empresas mais importantes do Velho Continente está, por esta altura, a descer 2,11% nesta que é a segunda sessão de perdas. O principal índice holandês lidera as desvalorizações entre as principais congéneres europeias ao recuar 2,50%, seguido do francês CAC 40, que perde 2,41% e do PSI-20, que desce 2,31%.
O sector da saúde e o sector das telecomunicações são dos mais penalizados. Por exemplo, a farmacêutica alemã Bayer desce 2,85% para 117,10 euros. Nas telecomunicações, a espanhola Telefónica recua 1,99% para 12,34 euros e a Telecom Itália desce 2,22% para 1,059 euros. Já a Altice soma 0,77% para 118,05 euros.
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Dados económicos da China agravam receios
Os receios em relação ao ritmo de crescimento económico da China têm estado a marcar a negociação bolsista um pouco por todo o mundo. A Europa não é excepção. Esta terça-feira, foi revelado que a actividade industrial na China registou a maior contracção em três anos. O índice PMI, que mede a actividade industrial, caiu de 50 pontos, em Julho, para 49,7 pontos, em Agosto. O valor revelado iguala à previsão média dos analistas consultados pela Bloomberg, com a agência de informação americana a realçar que leituras abaixo dos 50 pontos correspondem a contracções.
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Este é mais um dado menos favorável para a China e que vem acentuar os receios já existentes em relação a Pequim. Craig Erlam, analista de mercado sénior da Oanda, defendeu numa nota de análise citada pela Reuters, que "numa altura em que o Banco Popular da China está já a fazer grandes esforços para apoiar a economia, isto [índice PMI] é muito preocupante".
"Não é surpresa que as pessoas esperem que a economia abrande bem abaixo dos 7% na segunda metade do ano, a menos que vejamos mais medidas de estímulo monetário e orçamental, o que é provável", acrescentou.
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Esta segunda-feira, e de acordo com fontes citadas pelo Financial Times, o Governo chinês decidiu terminar o programa de compra de acções em grande escala e reforçar as investigações e acusações dos responsáveis por práticas que desestabilizam o mercado.
A China vai mudar de estratégia para controlar a queda da bolsa. O governo chinês decidiu terminar o programa de compra de acções em grande quantidade, segundo o Financial Times. Reforçou a punição dos responsáveis por "desestabilizar" o mercado. Após gastar mais de 200 mil milhões de dólares nos últimos dois meses na compra de acções para travar a queda da bolsa, a China irá terminar este programa, indicam fontes oficiais, citadas pelo FT. Em vez da intervenção directa, que não evitou uma queda de 12% do índice de Xangai, em Agosto, o Governo tem apostado no reforço da regulação.
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