CMVM volta a proibir vendas a descoberto no BCP
Pela segunda vez na semana, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) proibiu as vendas a descoberto de acções do BCP. A decisão surge depois do banco liderado por Nuno Amado ter protagonizado mais uma queda superior a 10%, conduzindo os títulos para novos mínimos.
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"1. A proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Comercial Português, S.A. (ISIN: PTBCP0AM0007) no Euronext Lisbon, mercado regulamentado gerido pela Euronext Lisbon - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados S.A., nos termos do art. 23.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012, com efeitos a partir das 00h00m de 6 de Junho de 2016, até às 23h59m do mesmo dia", justifica o regulador do mercado de capitais português em comunicado divulgado esta sexta-feira, 3 de Junho.
A proibição de vendas a descoberto – operação que permite aos investidores ganharem com a queda dos títulos – é válida apenas na próxima sessão, 6 de Junho.
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A instituição liderada por Nuno Amado já tinha decidido proibir o "short selling" sobre acções do BCP na sessão de quinta-feira, depois do banco ter caído perto de 11% no dia anterior. O regulador pode proibir as vendas a descoberto quando os títulos caem 10% ou mais, como aconteceu nestes dois dias.
As acções do BCP têm estado sob forte pressão esta semana. Fecharam a sessão de hoje a desvalorizar 10,07% para 2,4 cêntimos, numa semana em que foram divulgadas duas notas de investimento em que os analistas alertam para a possibilidade do banco necessitar de um reforço de capital, após o Banco Popular ter surpreendido o mercado com um aumento de capital.
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De acordo com a informação revelada no site da CMVM, há actualmente 4,48% do capital do BCP em posições curtas.
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