Construção e papel castigam bolsa de Lisboa
A bolsa de Lisboa foi castigada esta segunda-feira pelas cotadas com maior exposição ao exterior, nomeadamente dos setores da construção e do papel e pasta de papel. O PSI fechou a sessão a perder 0,66% para 9.354,24 pontos, com 13 das 16 empresas em terreno negativo.
A maior queda foi da Mota-Engil, o que poderá estar relacionado com a vantagem de Flávio Bolsonaro nas presidenciais no Brasil dado que o candidato é visto como o mais provável de cortar na despesa pública do país, onde a empresa portuguesa tem vindo a expandir-se. A Mota-Engil recuou 4% para 4,832 euros, enquanto a Teixeira Duarte perdeu 3,13% para 0,4645 euros.
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No papel, um setor fortemente influenciado pela desvalorização do dólar, a Altri perdeu 3,04% para 4,46 euros, a Semapa 2,98% para 18.,86 euros e a Navigator 2,9% para 3,076 euros. Entre as maiores perdas contam-se ainda a Corticeira Amorim (-2,75%), a Jerónimo Martins (-1%) ou a Sonae (-0,74%).
Na energia, o dia foi misto. A EDPR tombou 3,29% para 12,35 euros e a EDP acompanhou com um deslize de 0,23% para 4,79 euros. Em sentido contrário, a Galp Energia foi a cotada que mais subiu - num dia misto para os preços do petróleo -, ao valorizar 1,2% para 21,98 euros por ação.
Além da petrolífera, também a Nos (que avançou 1,12% para 5,43 euros por ação) e o BCP contrariaram a tendência negativa. O banco liderado por Miguel Maya avançou 0,26% para 1,1645 euros por ação, num dia positivo para a banca europeia, após o Banco Central Europeu (BCE) ter defendido um conjunto de propostas tendo em vista o alivio das restrições aos pequenos bancos.
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