Investidores celebram em Wall Street apesar de cessar-fogo frágil
Os principais índices norte-americanos espelharam o otimismo sentido pelos investidores noutras regiões e fecharam a sessão desta quarta-feira, 8 de abril, com ganhos de mais de 2% em toda a linha. Ainda assim, muita incerteza se mantém num contexto de cessar-fogo frágil, ainda que os “traders” tenham aproveitado a primeira leva de boas notícias em relação ao conflito para reforçarem posições.
O “benchmark” S&P 500 pulou 2,51%, para os 6.782,81 pontos. Já o Nasdaq Composite disparou 2,80%, para os 22.635 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valorizou 2,85%, para os 47.909,92 pontos.
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Pouco mais de uma hora antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para o Irão concordar com um cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz, foi anunciada uma trégua de duas semanas. Embora tenham surgido relatos de hostilidades ainda em curso na região, o acordo ajudou a aliviar os receios de uma crise económica global. “A reação foi um clássico do manual macroeconómico”, disse à Bloomberg Fawad Razaqzada, da Forex.com. “Os ativos de risco registaram uma subida, o petróleo bruto desceu e o dólar perdeu uma parte do seu prémio de refúgio seguro”, acrescentou.
Durante o dia, soube-se que o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), J.D Vance, irá liderar uma delegação norte-americana para negociações com Teerão no Paquistão ainda esta semana.
Mesmo que a passagem de petroleiros pelo estreito de Ormuz tenha sido alegadamente suspensa devido aos ataques israelitas ao Líbano, isso não foi suficiente para abalar os mercados. “Os investidores estão confiantes de que os preços do petróleo poderão baixar ainda mais e que o estreito de Ormuz reabrirá e, esperemos, permanecerá aberto para além do período de cessar-fogo de duas semanas”, observou Razaqzada.
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Ao mesmo tempo, “o cessar-fogo é claramente positivo, mas não é uma resolução”, ressalvou Mark Hackett, da Nationwide, citado pela agência de notícias financeiras. “O que se destaca é a rapidez com que o mercado mudou de rumo assim que a pressão diminuiu. Quando as posições ficam tão sobrecarregadas, não é preciso muito para desencadear uma reversão”, explicou o especialista.
O chamado “índice do medo” de Wall Street — o VIX — atingiu hoje o nível mais baixo desde o início de março. Isto num dia em que foram, também, conhecidas as atas da última reunião de política monetária da Reserva Federal (Fed), que revelaram que os seus membros se dividiram quanto ao impacto, na economia norte-americana, do conflito no Médio Oriente.
Entre os movimentos do mercado, as companhias aéreas, que tinham sido duramente penalizadas pela subida vertiginosa dos preços dos combustíveis, dispararam em bolsa na sessão desta quarta-feira, num dia em que o petróleo sofreu fortes desvalorizações. Nesta linha, a American Airlines subiu mais de 5% e a Delta Airlines pulou mais de 3%.
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Já entre as "big tech”, a Nvidia ganhou 2,23%, a Apple subiu 2,13%, a Alphabet somou 3,56%, a Amazon avançou 3,50%, a Microsoft valorizou 0,55% e a Meta pulou 6,50%.
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