PSI-20 contraria "mar vermelho" da Europa à boleia de resultados. Sonae e Ramada disparam mais de 7%

A bolsa de Lisboa conseguiu terminar o dia em alta, apesar de o sentimento nas restantes praças europeias ser de quedas. Por cá, os resultados de várias empresas embalaram para uma subida global.
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Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida 19 de Março de 2021 às 16:42

O índice PSI-20 terminou a sessão desta sexta-feira a valorizar 1,23% para os 4.848,22 pontos, contrariando a tendência negativa registada no resto da Europa, numa altura em que várias empresas estão a reagir de forma positiva aos resultados apresentados nos últimos dias.

Lá fora, a subida de novos casos covid-19 em vários países da Europa e o agravemento das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos estão a fazer recuar os investidores. 

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Por cá, com o lado sanitário relativamente mais calmo face aos congéneres europeus, foram 12 as empresas que registaram subidas e seis as que perderam fôlego nesta sexta-feira. 

Entre as empresas com maior capitalização de mercado, o grupo EDP pintou-se "de verde" com ganhos nas duas cotadas. A casa-mãe subiu 2,34% para os 4,893 euros por ação e a EDP Renováveis ganhou 0,47% para os 17,26 euros por ação. 

No retalho, a Jerónimo Martins - dona do Pingo Doce - avançou 0,88% para os 13,22 euros por ação e a Sonae - dona do Continente - disparou 7,41% para is 77,55 cêntimos por ação. A Sonae anunciou que iria aumentar o dividendo para os 4,86 cêntimos, algo que terá agradado aos acionistas. As ações da empresa estão a negociar em máximos de fevereiro do ano passado, com a subida de hoje a ser a maior em cerca de um ano.

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Em queda esteve o BCP (-1,19%), num dia em que todo o setor da banca na Europa (-2%) perdeu força, corrigindo dos fortes ganhos registados ontem à boleia da subida dos juros de dívida soberana um pouco por todo o mundo.

Na semana como um todo, o PSI-20 recuou 0,02% com a Ibersol (-8%), a Galp (-5,36%) e a Pharol (-4,95%) a liderarem as quedas. Do lado oposto da tabela, CTT (+9,48%), Ramada (8,98%) e Sonae (8,92%) brilharam.

"Chuva" de resultados origina "chuva" de máximos

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São várias as empresas do índice PSI-20 que negociaram hoje em máximos, como é o caso da Ramada, dos CTT ou da Sonae, que regressam assim aos níveis pré-pandemia. Fora deste grupo mais restrito de empresas, a Impresa fecha o dia também em níveis máximos. A justificar esta subida estão os resultados de várias cotadas e o anúncio de dividendos.

A Ramada deu boas notícias aos seus acionistas ao anunciar que iria voltar a propor a distribuição de dividendos na ordem dos 60 cêntimos por ação, na mesma altura em que anunciou um lucro de sete milhões de euros no ano passado, menos 1,1 milhões do que no ano anterior. Ainda assim, parece que o mercado se focou no regresso à remuneração dos acionistas e as ações subiram 7,88% para os 5,34 euros, um máximo desde fevereiro do ano passado.

No caso dos CTT, a sua cotação regista a segunda semana consecutiva a valorizar na ordem dos 10%, depois de os resultados referentes ao ano anterior continuarem a mostrar uma tendência de recuperação, de acordo com os analistas. Contudo, a reação imediata aos números em bolsa foi negativa. Hoje, as ações dos CTT subiram 3,20% para máximos de janeiro do ano passado.

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Por fim, a Impresa, dona da estação de televisão SIC e do semanário Expresso, registou uma forte subida em bolsa esta sexta-feira, depois de ter anunciado ontem um aumento de 43% dos lucros no ano passado. As ações do grupo de media dispararam 21,15%, nesta que foi a maior subida diária em quase uma década. Agora, nos 16,9 cêntimos por ação, a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão está em máximos de março de 2020.

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