PSI-20 fecha em queda mas valoriza mais de 5% em abril

A praça portuguesa encerrou o dia a cair mais de meio por cento, mas conseguiu acumular um ganho mensal superior a 5%. Hoje, os dados económicos desanimadores na Europa pressionaram o sentimento das bolsas.
Sérgio Lemos
Gonçalo Almeida 30 de Abril de 2020 às 16:45

O índice PSI-20 terminou a sessão desta quinta-feira, dia 30 de abril, com uma perda de 0,62% para os 4.284,18 pontos, acompanhando o ritmo negativo nas restantes praças europeias. 

O dia até começou de forma positiva para os índices do "velho continente", mas uma série de maus dados económicos divulgados pelo Eurostat, instituto de estatística da União Europeia, no final da manhã, deitou por terra a tendência ascendente. 

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Apesar do embalo dado pelos resultados de ontem do Facebook e da Tesla, e mesmo com a contribuição positiva da Gilead Sciences, que anunciou que um dos seus fármacos estava a ter resultados positivos no tratamento da covid-19, os investidores mudaram o foco para outros números.

França e Espanha sofreram uma contração económica acima dos 5% nos primeiros três meses de 2020, o que representa a maior queda do PIB (produto interno bruto) desde que há registo. Ontem também os Estados Unidos tinham anunciado uma contração de 4,8% entre janeiro e março de 2020, a pior desde a última crise financeira. 

A Mota-Engil liderou as quedas na praça portuguesa, com uma queda de 3,85% para os 1,150 euros por ação, com a REN (-2,56%) e a Nos (-1,96%) a revelarem desvalorizações robustas.

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No setor da pasta e do papel, tanto Altri (-2,63%), como Navigator (-2,06%) negociaram no vermelho. No grupo EDP, a cotada liderada por António Mexia avançou 0,73% para os 3,850 euros por ação, e a EDP Renováveis valorizou 0,54% para os 11,20 euros por ação. 

A Galp com uma subida de 0,72% e o BCP com um ganho de 0,99% compuseram o grupo de sete cotadas nacionais a terminar a sessão de hoje no "verde".

Abril sorriu para a bolsa nacional

Apesar da má prestação de hoje, o índice PSI-20 conseguiu acumular um ganho mensal de 5,27% em abril, em linha com o cenário registado na Europa, uma vez que o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, vai concretizar uma subida em torno dos 6%. 

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Por cá, o melhor desempenho foi encabeçado pela Altri (+33,08%), num mês em que a empresa pode alterar de CEO e de "chairman". Essa será uma proposta anunciada na assembleia-geral da papeleira agendada para hoje, e José Pina pode passar a assumir o cargo de CEO, enquanto que Alberto Castro poderá passar a "chairman", segundo comunicado divulgado.

 

Os fundadores da Altri, Paulo Fernandes e João Borges de Oliveira, atuais co-CEO, "manifestaram a intenção de passarem a exercer funções não executivas no próximo mandato do Conselho de Administração".  

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Abril foi um mês positivo também para a Sonae Capital (+22,44%), apesar de ter cancelado, para já, a distribuição de dividendos aos acionistas devido à atual situação de pandemia. A Sonae, dona do Continente, registou também um ganho acumulado de 21,46%.

Do lado das quedas destaca-se a Jerónimo Martins (-6,23%) e os CTT (-5,87%), ambas com perdas superiores a 5%.

PSI-20 fecha em queda mas valoriza mais de 5% em abril
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