Wall Street dividida antes de negociações no Paquistão. S&P 500 tem melhor semana desde novembro
Os principais índices norte-americanos terminaram a última sessão da semana sem rumo definido, com os “traders” a aguardarem pelo arranque das negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o irão, agendadas para este sábado em Islamabad, capital do Paquistão, para terem mais pistas sobre o futuro da trégua anunciada pelo Presidente norte-americano na terça-feira.
O “benchmark” S&P 500 cedeu 0,11%, para os 6.816,89 pontos. Já o Nasdaq Composite ganhou 0,35%, para os 22.902,89 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,56%, para os 47.916,57 pontos.
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O “benchmark” norte-americano S&P 500 fechou a semana com uma valorização de mais de 3%, a maior subida semanal desde novembro do ano passado.
Ainda que tenham arrancado o dia e negociado durante grande parte da sessão com uma maioria de ganhos, depois de terem sido conhecidos dados da inflação que corresponderam às expectativas dos mercados e que não deverão colocar em causa uma possível descida dos juros na maior economia mundial, os índices acabaram por perder gás perto do final das negociações.
O índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,9% em março face ao mês anterior, a maior subida em cadeia em quase quatro anos. Já em termos homólogos, a subida foi de 3,3%, o maior aumento de preços desde 2024. Em fevereiro, a inflação situou-se nos 0,3% em cadeia e 2,4% em termos homólogos.
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Entre desenvolvimentos geopolíticos, o Presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo no Paquistão este fim de semana, com o New York Post a noticiar que os EUA estão agora a reabastecer os seus navios no Médio Oriente com mais munições e o republicano a ameaçar voltar a atacar o Irão caso não se chegue a um entendimento no sábado, onde o vice-presidente JD Vance irá liderar a equipa de negociações de Washington.
Nesta medida, Teerão acrescentou à incerteza e disse que duas medidas acordadas mutuamente ainda não foram implementadas e “devem ser cumpridas antes do início das negociações”, escreveu o presidente do Parlamento do país, Mohammad-Bagher Ghalibaf, numa publicação no X. Estas medidas são o cessar-fogo no Líbano e “a libertação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações”, acrescentou o político.
A reabertura do estreito de Ormuz, que permanece, na prática, fechado, deverá ser o ponto central das conversações entre as duas partes.
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"O foco a curto prazo continuará a ser o que acontece no Irão”, disse à Bloomberg Louis Navellier. “Se a situação se desenrolar e os mísseis voltarem a voar, iremos certamente assistir novamente a alguma volatilidade em baixa”, acrescentou.
Entretanto, a época de divulgação de resultados arranca na segunda-feira, 13 de abril, com o Goldman Sachs, seguido pelo JPMorgan, Citigroup, Wells Fargo, Bank of America e Morgan Stanley no final da semana. Espera-se que apresentem resultados sólidos, uma vez que a volatilidade do mercado impulsionou a atividade de negociação. Mas o “guidance” estará no centro das atenções, sobretudo devido à guerra no Médio Oriente.
Quanto às “big tech”, a Nvidia ganhou 2,63%, a Apple manteve-se praticamente inalterada, a Alphabet cedeu 0,17%, a Amazon subiu 2,02%, a Microsoft desvalorizou 0,59% e a Meta avançou 0,23%.
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