Wall Street fecha sessão em baixa pressionada por incerteza no Médio Oriente
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta terça-feira, 21 de abril, com perdas. Ainda que tenham arrancado o dia no verde, uma subida do crude e a crescente incerteza sobre o rumo do conflito no Médio Oriente, nomeadamente no que toca a uma nova ronda de negociações entre Estados Unidos (EUA) e o Irão, que continua sem ser confirmada, pressionaram o sentimento dos investidores ao longo do dia. Pouco após o fecho, Donald Trump decidiu prolongar o cessar-fogo para que as negociações possam concluir-se, embora a incerteza sobre as mesmas continue.
Neste contexto, o S&P 500 perdeu 0,63%, para os 7.064,01 pontos. O Nasdaq Composite cedeu 0,59%, para os 24.259,96 pontos. Também o Dow Jones desvalorizou 0,59%, para os 49.149,38 pontos.
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O New York Times noticiou que a ida do vice-presidente norte-americano, JD Vance, para Islamabad – onde são esperadas novas negociações antes do fim do cessar-fogo durante o dia de amanhã - foi suspensa. Do lado iraniano, a agência de notícias estatal semioficial Tasnim disse que o Irão não vai comparecer na nova ronda de negociações.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, escreveu na rede social X que o bloqueio dos portos iranianos por forças norte-americanas constitui um ato de guerra, à medida que crescem as tensões entre as duas partes, mantendo-se divergências nos pontos que estarão a ser negociados para que se alcance um possível acordo de paz. E os EUA estão “prontos para avançar” com a retoma de ataques ao Irão se não for alcançado um acordo, disse Donald Trump à CNBC.
O impasse ameaça agravar a crise energética global, com os fluxos através do estreito de Ormuz praticamente paralisados.
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Nesta medida, “esperar com dinheiro em caixa pelo sinal de que tudo está resolvido nunca é uma estratégia lucrativa, mas há muitos riscos pela frente”, disse à Bloomberg Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management. “Por isso, também não faz sentido adotar uma postura de elevado risco”, acrescentou.
Noutras matérias, Kevin Warsh, o candidato nomeado por Trump para liderar o banco central dos EUA, esteve nesta terça-feira a testemunhar perante o Comité da Banca, no Senado dos EUA, numa audição que visava aprovar o seu nome como substituto do atual líder da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell. Para Warsh ser nomeado, precisava da maioria dos votos do comité, que é composto por 13 republicanos e 11 democratas. No entanto, não foi convocada uma votação já que o senador republicano Thom Tillis declarou que não votaria favoravelmente o nome de Warsh até a investigação em curso contra Jerome Powell estar concluída. Isso significa que iria haver um empate, 12-12, e a nomeação falharia.
Nesta audição, Warsh deu já a conhecer muitas das suas posições e uma das mais vincadas foi que “não será uma marioneta de Trump”, não se tendo comprometido com o Presidente norte-americano a cortar os juros diretores.
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Entre os movimentos do mercado, a T-Mobile caiu 1,50%, depois de se saber que a Deutsche Telekom está a ponderar uma fusão total com a filial norte-americana. A UnitedHealth Group, por sua vez, disparou quase 7%, após ter apresentado lucros do primeiro trimestre que superaram as expectativas de Wall Street.
Já quanto às “big tech”, a Apple caiu 2,52% , após a fabricante do iPhone ter nomeado o sucessor do CEO Tim Cook, que irá deixar o cargo no final de agosto deste ano. De resto, a Nvidia perdeu 1,08%, a Alphabet desvalorizou 1,47%, a Amazon subiu 0,66%, a Microsoft pulou 1,46% e a Meta recuou 0,31%.
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