Wall Street reduz perdas mas não escapa ao vermelho. Paramount afunda quase 7%
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta terça-feira em território negativo, embora com perdas muito menos substanciais do que as registadas no arranque da negociação. Depois de terem sobrevivido ao impacto do estalar do conflito no Médio Oriente na segunda-feira, as ações dos EUA acabaram por ser arrastadas para o pessimismo pelas restantes praças mundiais, num dia em que os investidores procuraram refúgio no dólar e fizeram, mais uma vez, disparar os preços do petróleo e do gás natural liquefeito.
Apesar de ter chegado a deslizar 2,5% durante a sessão, o S&P 500 conseguiu terminar com um recuo de apenas 0,94% para 6.816,63 pontos. Situação idêntica registou-se no tecnológico Nasdaq Composite e no industrial Dow Jones, que conseguiram reduzir as perdas substancialmente ao longo da negociação, encerrando com desvalorizações de 1,02% para 22.516,69 pontos e 0,83% para 48.501,27 pontos, respetivamente.
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"Os índices conseguiram recuperar do fundo após a primeira hora de negociação, quando os 'dip buyers' [investidores que aproveitam desvalorizações recentes para reforçar posições] finalmente entraram em cena", explica Louis Navellier, diretor de investimentos da Navellier & Associates, à Bloomberg. Ainda assim, o analista antecipa que "uma grande correção do mercado está em andamento".
A garantia de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que o país vai dar garantias de segurança e escoltas navais aos petroleiros e outras embarcações que queiram atravessar o Estreito de Ormuz também ajudou a diminuir as perdas dos principais índices norte-americanos - bem como reduziu os ganhos dos dois crudes de referência. O objetivo da Administração Trump é diminuir o impacto de uma potencial crise energética provocada pela guerra no Irão, que já está a levar os investidores a olharem com mais pessimismo para o futuro da política monetária dos EUA.
O mercado de "swaps" antecipa, agora, apenas um corte nas taxas de juro em 2026, contra os dois alívios que estavam incorporados nos preços antes do estalar do conflito no Médio Oriente. Esta terça-feira, Israel intensificou a investida sobre o Irão com uma nova onda de ataques, ao qual Teerão respondeu com o lançamento de mísseis contra o Catar, Bahrein e Omã, com o primeiro país a afirmar que os alvos não se limitaram a interesses militares. Em resposta, o Catar e o Iraque interromperam a produção de crude em vários campos petrolíferos.
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Entre as principais movimentações de mercado, a Nvidia caiu 1,27% para 180,05 dólares, depois de ter sido noticiado que as autoridades estão a considerar limitar o número de exportações que a fabricante de chips pode fazer para cada cliente chinês. Por sua vez, a Paramount afundou 6,67% para 12,45 dólares, após a Fitch ter decidido cortar para lixo a dívida de longo prazo da empresa, num dia em que o Financial Times noticiou que o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) norte-americana não irá bloquear a aquisição da Warner Bros.
Já a Target disparou 6,74% para 120,80 pontos, atingindo máximos de quase um ano, depois de o novo CEO da retalhista, Michael Fiddelke, ter prometido aos investidores que a empresa vai voltar a conseguir aumentar as suas receitais anuais em 2026, após três anos de declínio.
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