EUA vão escoltar petroleiros no estreito de Ormuz. Trump nega ter sido pressionado para atacar o Irão
Acompanhe os desenvolvimentos desta terça-feira do conflito no Médio Oriente. No sábado, os EUA e Israel atacaram o Irão, o que desencadeou uma retaliação iraniana e está a provocar incerteza na região.
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Trump nega ter sido pressionado para atacar o Irão
Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente
Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente devido ao conflito iniciado no sábado com os ataques ao Irão por Estados Unidos e Israel, anunciou o Presidente Donald Trump.
Numa mensagem na rede Truth Social na terça-feira, Trump incentivou os norte-americanos na região que desejam regressar a casa a registarem-se no site do Departamento de Estado para receberem "opções de viagem".
O governo norte-americano, adiantou, está a fretar voos e a assegurar opções comerciais para apoiar os seus cidadãos.
Míssil iraniano atinge base norte-americana em Al-Udeid no Catar
O Catar anunciou esta terça-feira que dois mísseis iranianos atingiram o seu território, um dos quais a base militar norte-americana em Al-Udeid, no quarto dia da guerra no Médio Oriente iniciada pelos Estados Unidos e Israel.
"Os sistemas de defesa aérea intercetaram com sucesso um dos mísseis, enquanto o segundo atingiu a base de Al-Udeid, no Catar, sem causar vítimas", indicou o Ministério da Defesa em comunicado.
Incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai após ataque com drone iraniano
Um ataque com um drone provocou esta terça-feira um incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai, segundo as autoridades locais, enquanto o Irão continua os seus ataques no Golfo em retaliação pelos ataques israelo-americanos.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou também o ataque e garantiu que todos os funcionários estão em segurança.
"Infelizmente, um drone atingiu um parque de estacionamento adjacente ao edifício da chancelaria e causou um incêndio. Todos os funcionários estão em segurança", indicou Rubio aos jornalistas.
Testemunhas no local adiantaram à agência France-Presse (AFP) que ouviram uma forte explosão, enquanto uma delas afirmou ter visto o fogo.
De acordo com um jornalista da AFP no local, foi estabelecido um perímetro de segurança na área pela polícia
"O incêndio causado por um incidente envolvendo um drone perto do consulado dos EUA foi extinto com sucesso", destacou o gabinete de imprensa do Dubai na rede social X.
"As equipas de emergência responderam imediatamente. Não houve relatos de feridos", acrescentou.
Antes, tinha sido ouvidas aeronaves militares a sobrevoar o Dubai, considerado o centro do comércio do Médio Oriente.
O ataque ocorreu após outro ataque na madrugada de hoje contra a embaixada dos EUA na capital saudita, Riade, onde dois drones iniciaram um pequeno incêndio.
A embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait também foi alvo de drones na segunda-feira, adiantaram três fontes diplomáticas à AFP. Um correspondente da AFP viu fumo a sair do edifício.
França envia porta-aviões e reforços militares para o Médio Oriente
A França vai enviar reforços militares para o Médio Oriente, no seguimento da eclosão da guerra na região, incluindo o porta-aviões “Charles de Gaulle”, a sua escolta naval e caças Rafale, anunciou esta terça-feira o Presidente francês, Emmanuel Macron.
"Ordenei que o porta-aviões ‘Charles de Gaulle’, os seus recursos aéreos e a sua escolta de fragatas partam para o Mediterrâneo", afirmou o líder francês numa declaração televisiva.Macron anunciou também o envio de caças Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para a região, que foram mobilizados "nas últimas horas".
Além disso, foram também destacados equipamentos de defesa antiaérea adicionais para Chipre e a fragata “Languedoc”, que chegará à costa da ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE) já na noite de hoje.
O chefe de Estado alegou que a França abateu drones "em legítima defesa" desde as primeiras horas do conflito, desencadeado no sábado pelos bombardeamentos das forças norte-americanas e israelitas contra o Irão, que de imediato respondeu contra Israel e países na região que albergam bases norte-americanas.
Duas bases francesas sofreram igualmente "ataques limitados, causando danos materiais", segundo Macron.Na sua declaração, o líder francês indicou a intenção de propor uma coligação para reunir recursos, "incluindo militares", de forma a garantir "rotas marítimas essenciais” para a economia global.
"Hoje, o Estreito de Ormuz está efetivamente fechado (...). O Canal do Suez e o Mar Vermelho também estão sob pressão e ameaçados",justificou.Macron realçou que a França tem "interesses económicos a proteger" e que este conflito ameaça provocar "profundas perturbações" nos preços do petróleo e do gás.
"Muitas coisas permanecem instáveis, mas a França continua a ser uma potência que protege os seus, procura a paz, é fiável, previsível e determinada", declarou.
Teerão avisa que ainda não usou armamento mais avançado
O Ministério da Defesa do Irão avisou hoje que ainda não recorreu ao seu armamento mais avançado e insistiu que a República Islâmica está preparada para uma guerra prolongada contra os Estados Unidos e Israel.
"Não pretendemos empregar todas as nossas armas e equipamentos avançados nos primeiros dias", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias IRNA.Reza Talai-Nik acrescentou que Teerão tem “capacidade para resistir e manter uma defesa ofensiva durante mais tempo” do que o planeado para esta guerra por Washington e Telavive.
A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do regime, afirmou que o Irão lançou hoje mais uma vaga de mísseis contra Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
"A décima sexta vaga da Operação Promessa Honesta-4 começou com uma série de mísseis e drones da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica contra o coração dos territórios ocupados", indicou o comunicado, referindo-se a Israel.
EUA vão escoltar petroleiros na passagem pelo estreito de Ormuz, garante Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu esta terça-feira que o país vai dar garantias de segurança e escoltas navais aos petroleiros e outras embarcações que queiram atravessar o Estreito de Ormuz. O objetivo é diminuir o impacto de uma potencial crise energética provocada pela guerra no Irão, que já levou os preços do petróleo e gás natural liquefeito a dispararem por duas sessões consecutivas.
"Aconteça o que acontecer, os EUA vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo", referiu o Presidente numa publicação nas redes sociais. Para isso, Trump afirma que a US International Development Finance Corporation (DFC) está disposta a oferecer seguros às embarcações por "um preço bastante razoável", além de pôr mesmo em cima da mesa possíveis escoltas dos petroleiros por parte da marinha norte-americana - "assim que possível".
A publicação de Trump não entra em detalhes de como este mecanismo de seguros poderá ser operacionalizado por parte da DFC, uma instituição que foi criada para mobilizar capital privado para países em desenvolvimento e reduzir os riscos dos investimentos nestas nações. Este anúncio chega ainda numa altura em que as maiores seguradoras marítimas do mundo começaram a deixar de oferecer cobertura contra riscos de guerra para os navios que estão a entrar no Golfo Pérsico.
O estalar do conflito no Irão está a levar a uma subida astronómica nos preços da energia, nomeadamente no petróleo e no gás natural. Além de várias infraestruturas no Médio Oriente terem sido afetadas pela resposta de Teerão aos ataques dos EUA e Israel, o regime anteriormente liderado por Ali Khamenei - morto por um dos ataques de Tel Aviv - está a dificultar a circulação dos navios pelo Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do crude e do gás consumido a nível global).
O secretário norte-americano de Estado, Marco Rubio, disse no início da semana aos jornalistas que os EUA já anteviam uma escalada nos preços, estando o país já a preparar um plano para mitigar os impactos. Se este anúncio de Trump faz parte desse plano não se sabe, mas é do interesse do Presidente conter a inflação energética, uma vez que as eleições intercalares se estão a aproximar e o líder norte-americano quer manter a maioria nas duas câmaras do Congresso.
Espanha diz estar preparada para corte de relações comerciais com EUA após ameaças de Trump
Donald Trump ameaçou acabar com "todo o comércio" feito com Espanha, mas o país não se mostra muito assustado. Em resposta às declarações feitas pelo Presidente dos EUA num encontro com o chanceler alemão, o Governo espanhol afirma que "se a administração norte-americana quer rever estas relações, deverá fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, a lei internacional e os acordos bilaterais entre a União Europeia (UE) e os EUA", citam os órgãos de comunicação locais.
Trump afasta hipótese de Reza Pahlavi liderar novo regime no Irão. Outros potenciais líderes no país "já foram mortos"
O Presidente norte-americano desvalorizou esta terça-feira a possibilidade de Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, assumir a liderança do país numa eventual mudança de regime.
Numa conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Donald Trump afirmou que Pahlavi “parece uma pessoa muito agradável”, mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país.
“Alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe tal pessoa”, defendeu Trump. O Presidente norte-americano sustentou ainda que “praticamente tudo foi destruído” no Irão, elogiando o desempenho das forças armadas dos Estados Unidos. “Temos um excelente exército, e estão a fazer um trabalho fantástico”, disse Trump, acrescentando “estar surpreendido” com a resposta iraniana.
Contudo, o Presidente norte-americano afirmou também que a maioria dos possíveis sucessores, considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.
“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta... E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos... Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.
O chefe de Estado acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito.
“Não queremos que isso aconteça”, afirmou.
Cerca de 400 portugueses no Médio Oriente pediram repatriamento
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse esta terça-feira à Lusa que existem cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre.
"Há 63 [pedidos de repatriamento] em Israel e neste momento já temos tudo preparado para os ir buscar. Vai ser por via terrestre, uma parte da extração, pois o espaço aéreo está encerrado", afirmou Emídio de Sousa, acrescentando que na zona do Médio Oriente há "mais ou menos 400 pedidos".
O governante frisou que, com a progressiva reabertura do espaço aéreo com voos comerciais, existe a possibilidade de alguns cidadãos portugueses, na larga maioria turistas, regressarem por essa via.
O secretário de Estado, também à Lusa, tinha afirmado na segunda-feira que 53 portugueses tinham requerido a extração a partir de Israel.
Trump anuncia corte de ligações comerciais com Espanha
Depois de Pedro Sánchez ter recusado que os EUA usassem as bases militares que detém no país - em Rota e Morón, ambas no sul - nos ataques ao Irão, Donald Trump, o Presidente dos EUA, diz agora que quer cortar todos as ligações comerciais que possa ter com os espanhóis - e já mandou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, "rasgar" os acordos.
"Tudo o que forem acordos comerciais com Espanha estão cortados. Espanha disse que não podíamos usar as bases militares no seu país, mas vamos usá-las se quisermos. Mas, Espanha não tem absolutamente nada que precisemos além de ótimas pessoas. E a liderança não é grande coisa", afirmou o Presidente dos EUA na Casa Branca, num encontro bilateral com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
No entanto, Trump não explicou como planeia cumprir esta ameaça, visto que os acordos comerciais são mantidos com a União Europeia em geral. Mais tarde, sugeriu que tinha o poder de impor um embargo total às mercadorias do país, embora não tenha indicado explicitamente que planeia fazê-lo.
Trump expressou ainda repetidamente a sua frustração com o primeiro-ministro espanhol por rejeitar o apelo aos aliados da NATO para aumentarem os gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em outubro do ano passado, o presidente norte-americano disse que Espanha deveria receber uma “punição comercial” devido à divergência.
"Espanha não tem cooperado de todo, bem como o Reino Unido, o que ainda é mais chocante", disse, referindo-se ao facto de o governo britânico, que também não permitiu que a Casa Branca aterrasse nas suas bases para os ataques contra o Irão. No entanto, a "luz verde" chegou mais tarde, mas exclusivamente para ações de defesa contra lançamentos de mísseis e drones iranianos.
“Eu poderia amanhã parar, ou hoje, melhor ainda, parar tudo o que tem a ver com Espanha, todos os negócios, tenho o direito de parar, embargos, fazer o que eu quiser com isso”, continuou Trump. “E podemos fazer isso", acrescentou.
Falando sobre o primeiro ataque contra o Irão, feito este sábado, Donald Trump disse que "provavelmente foram os EUA que forçaram" a guerra, mas defende-se, alegando que o Teerão estava prestes a atacar. "Nas negociações, fiquei convencido de que seríamos atacados primeiro e quem forçou fui eu, e não Israel. E o impacto foi significativo, conseguimos diminuir a capacidade de mísseis balísticos no país. Estamos a negociar com os lunáticos do Irão", acusou o Presidente.
Questionado sobre qual será o pior cenário possível para a República Islâmica, Trump diz que seria "daqui a cinco anos, olhar para trás e ver que o novo líder supremo é pior" do que o Aiatolá Ali Khamenei, que morreu este fim de semana, vítima dos ataques norte-americanos. "As pessoas que tínhamos pensado para substitui-lo estão mortas. Estamos à procura de uma terceira pessoa", explicou.
China exige a Israel “fim imediato” dos ataques ao Irão
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) chinês, Wang Yi, transmitiu esta terça-feira ao homólogo israelita, Gideon Saar, a oposição da China aos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, exigindo o “fim imediato” das operações militares.
A ideia é evitar uma escalada ainda maior da violência e a perda de controlo do conflito, com o seu alastramento a toda a região do Médio Oriente.
Wang manteve uma conversa telefónica com Saar, em que sustentou que a abstenção do uso de ameaças ou da força nas relações internacionais “é de interesse fundamental para todas as partes, incluindo Israel”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em comunicado.
A conversa com Saar ocorreu um dia depois de o ministro chinês se ter reunido com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão, de Omã e França.
“Após ouvir Saar sobre a posição de Israel em relação à situação atual, Wang Yi declarou que a China tem consistentemente defendido a resolução de conflitos internacionais e regionais através do diálogo e da consulta”, referiu o comunicado oficial.
Wang recordou também que, durante anos, “a China esteve empenhada em promover uma solução política para a questão nuclear iraniana” e considerou que as últimas negociações entre Teerão e Washington “obtiveram progressos significativos, incluindo a abordagem das preocupações de segurança de Israel”.
“A força não consegue realmente resolver os problemas; pelo contrário, trará novos problemas e graves consequências a longo prazo”, sublinhou.
O ministro chinês defendeu a posição “justa e imparcial” do seu país sobre a questão do Médio Oriente e garantiu que Pequim “continuará a desempenhar um papel construtivo na promoção do desanuviamento”.
Além disso, Wang instou Israel a adotar “medidas concretas para garantir a segurança do pessoal e das instituições chinesas”, um pedido que Saar assegurou será atendido.
A China, o principal parceiro comercial do Irão e o seu maior importador de petróleo, condenou no domingo a morte do guia supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva israelo-norte-americana, classificando-a como uma grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Carta da ONU.
Iraque já está a reduzir produção de petróleo
O Iraque, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, iniciou uma paragem de extração no campo de Rumaila, à medida que as unidades de armazenamento do país estão cheias, devido à falta de escoamento de petróleo pela paralisação do Estreito de Ormuz. Esta é mais uma consequência dos conflitos no Médio Oriente, que já vão no quarto dia, após o ataque dos EUA e de Israel contra o Irão.
A informação, avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg, dá ainda conta que o Iraque também está a reduzir a produção num segundo campo petrolífero, apelidado de Qurna 2, cuja produção está agora limitada a 450 mil barris por dia.
Com as empresas e os países a evitarem travessias no Estreito de Ormuz, depois das ameaças de retaliação por parte do Irão, aquele que é um dos principais "corredores" mundiais para a exportação de petróleo está a afetar a normal cadeia de abastecimento do crude e de gás natural. Como consequência, os preços destas matérias-primas energéticas estão a disparar nos mercados.
Espanha começa a retirar espanhóis do Médio Oriente, 175 chegam hoje a Madrid
Espanha iniciou esta terça-feira as operações de retirada de espanhóis do Médio Oriente, por via terrestre e aérea, e um primeiro voo comercial com 175 pessoas saiu já de Abu Dhabi para Madrid, disse o Governo.
Espanha tem "já em marcha operações de retirada de espanhóis em diferentes países da região" e ao longo do dia de hoje espera que outros voos para repatriamento de nacionais do país saiam dos Emirados Árabes Unidos, via Istambul, na Turquia, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.
Cerca de 30 mil espanhóis - entre turistas, residentes ou outro tipo de viajantes - estão na região do Médio Oriente e tanto o Governo como as embaixadas de Espanha em diversos países receberam nos últimos dias "milhares e milhares" de chamadas, após o início dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, no sábado, e a retaliação de Teerão, disse o ministro.
O governante, que falava numa conferência de imprensa em Madrid após a reunião semanal do Conselho de Ministros, assegurou que Espanha tem no terreno meios para operações de retirada do maior número possível de espanhóis do Médio Oriente e o mais depressa possível, à medida que se abrirem "janelas de oportunidade".
Albares afirmou não poder dar mais detalhes destas operações, por questões de segurança, avançando apenas que a repatriação de espanhóis se poderá fazer com meios do Ministério da Defesa e civis.
O ministro acrescentou que as operações são de complexidade muito diferente e a situação mais complicada é a das 158 espanhóis que estão no Irão. As autoridades de Madrid estão também a ter especial atenção aos Emirados Árabes Unidos, por ser onde há maior número de espanhóis neste momento (cerca de 13 mil).
Saudi Aramco avalia alternativas ao Estreito de Ormuz
A empresa estatal saudita Saudi Aramco, a maior produtora do mundo de petróleo, está a analisar formar de desviar a produção para Yanbu, um porto no Mar Vermelho, evitando assim o Golfo Pérsico, onde dezenas de navios estão parados devido ao encerramento no Estreito de Ormuz.
O maior exportador mundial de petróleo possui um oleoduto com capacidade para cinco milhões de barris por dia, que atravessa o país e pode transportar o petróleo dos campos de extração para a região do Mar Vermelho.
A empresa estatal contactou alguns clientes asiáticos para perceber se conseguiam levantar as encomendas diretamente no porto de Yanbu, evitando assim a necessidade de passagem pelo Estreito de Ormuz.
A informação está a ser avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg. A Saudi Aramco não reagiu oficialmente a esta informação.
Irão proíbe exportação de produtos agrícolas e alimentares
O Irão proibiu as exportações de todos os produtos alimentares e agrícolas até novo aviso, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim. A decisão terá como objetivo dar prioridade ao abastecimento de bens essenciais à população do país, tendo em conta a situação atual.
De acordo com os últimos dados disponíveis no Eurostat, a União Europeia importou em 2024 comida, bebida e tabaco provenientes do Irão num valor total de 314,9 milhões de euros.
Israel iniciou operação terrestre no sul do Líbano
O exército israelita lançou esta terça-feira uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, disse uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.
A informação surge depois de o Ministério da Defesa de Israel ter autorizado os militares a “tomar o controlo” de novas posições no país vizinho.
A incursão terrestre estava a decorrer “ao nível de Kfar Kila e da planície de Khiam”, zonas situadas na fronteira com Israel, precisou a fonte libanesa, que falou na condição de não ser identificada, segundo a AFP.
O Líbano já anunciara hoje a retirada de efetivos militares de posições avançadas junto à fronteira com Israel para preservar a segurança dos seus efetivos devido às operações israelitas.
Israel tem em curso no Líbano uma campanha de ataques contra o movimento pró-iraniano Hezbollah em paralelo com a guerra contra o Irão.
Israel divulga vídeo e diz ter concluído “onda de ataques” contra Beirute
Imagens de satélite mostram refinaria destruída na Arábia Saudita após ataque de drones
EUA pedem a cidadãos que abandonem Médio Oriente e encerram duas embaixadas
O Departamento de Estado dos EUA pediu esta terça-feira que os cidadãos americanos abandonassem imediatamente 14 países da região do Médio Oriente, à medida que o conflito na região continua a escalar.
Segundo o jornal The New York Times, os EUA tomaram também a decisão de encerrar duas embaixadas na região: a dos Emirados Árabes Unidos e a do Kuwait.
O Irão começou a retaliar os países vizinhos que são considerados próximos dos EUA, atacando alvos militares e diplomáticos.
QatarEnergy pára produção de produtos industriais
A QatarEnergy, que nesta segunda-feira já tinha parado a produção de gás natural liquefeito (GNL), naquela que é a maior central do mundo desta matéria-prima, anunciou nesta terça-feira que vai também parar a produção de vários produtos industriais.
Segundo a informação avançada pela empresa, citada pela Bloomberg, os produtos "downstream" que a QatarEnergy vai deixar de produzir como efeitos do conflito no Médio Oriente são a ureia (para fertilizantes), o metanol (uma tipologia de álcool industrial), polímeros (base dos plásticos industriais) e o alumínio.
Caças franceses patrulham bases no Médio Oriente
Os aviões de caça Rafale da forças armadas francesas fizeram "operações de segurança do espaço aéreo" sobre as bases militares do país europeu no Médio Oriente, afirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiro da França, Jean-Noël Barrot.
"Temos nos Emirados [Árabes Unidos (EAU] uma base naval e uma base aérea", em al-Dhafra, disse, questionado pela BFMTV sobre a intervenção de aeronaves francesas no fim de semana para neutralizar drones iranianos.
Segundo o responsável governamental francês "esses Rafale e os seus pilotos estão destacados para garantir a segurança" das instalações (...) e "realizaram as suas operações de segurança do espaço aéreo sobre as bases".
Barrot reiterou que Paris "não se furtará" aos seus compromissos com alguns dos países implicados no conflito entre Israel e Estados Unidos e o Irão (Arábia Saudita, EAU, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia.
"Um 'hangar' de uma base francesa nos EAU foi atingido por um drone (domingo). Estamos num país com o qual temos acordos de longa data. E, numa situação como esta, como podem imaginar as discussões intensificam-se para determinar como o país se pode defender contra futuros ataques e como a França pode proteger seus interesses ali", continuou.
Jean-Noël Barrot afirmou ainda que "a França está pronta para se proteger, proteger os seus cidadãos, os interesses na região e os seus parceiros".
BCE fala em risco de "aumento substancial" da inflação com conflito no Médio Oriente
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na Zona Euro.
Leia a notícia completa aqui.
Fortes explosões foram sentidas na capital iraniana
Fortes explosões foram ouvidas esta terça-feira em Teerão, testemunharam os jornalistas da Agência France Presse, no quarto dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.
As explosões foram ouvidas no norte da capital iraniana, mas ainda não foi possível determinar que locais foram atingidos.
Os meios de comunicação iranianos também noticiaram explosões em Karaj, a oeste de Teerão, e em Isfahan, no centro do Irão.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e aparelhos aéreos não tripulados contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como "ameaça existencial".
Petróleo e gás natural continuam a escalar com intensificar do conflito no Médio Oriente
O petróleo está a ampliar o aumento nos preços registado na sessão de segunda-feira e negoceia com valorizações de cerca de 4%, à medida que os Estados Unidos (EUA) e Israel intensificam a guerra contra o Irão, que se está a alastrar a outras zonas do Médio Oriente. Já o preço do gás natural europeu continua a escalar na manhã desta terça-feira, tendo subido mais de 60% desde o fecho das negociações do final da semana passada.
Leia a notícia completa aqui.
Três instalações da Amazon no Golfo Pérsico fora de serviço devido a ataques
Três instalações do serviço de armazenamento em nuvem da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão "significativamente danificadas" e interromperam o serviço após serem atingidas por drones, informou esta terça-feira a gigante norte-americana do comércio eletrónico.
"Nos Emirados Árabes Unidos [EAU], duas das nossas instalações foram atacadas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque com drones nas proximidades de uma das nossas instalações causou danos físicos à nossa infraestrutura", indicou a Amazon Web Services (AWS), numa série de alertas aos clientes na região, de acordo com a emissora norte-americana CNBC.
A AWS associou os ataques ao "conflito atual no Médio Oriente", após a guerra iniciada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, na sequência da qual o país persa lançou uma onda de ataques contra alvos norte-americanos no Golfo Pérsico.
Os ataques às instalações da norte-americana Amazon "causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica" às infraestruturas da empresa "e, em alguns casos, exigiram atividades de extinção que causaram danos adicionais por água", acrescentou a AWS.
Os incidentes ocorreram no domingo, quando a empresa indicou apenas que alguns objetos tinham atingido um centro de dados nos EAU e causado um incêndio, sem confirmar que se tratava de um drone.
Guarda Revolucionária iraniana afirma ter destruído base dos EUA no Bahrein
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou esta terça-feira ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.
"Neste ataque, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos, destruindo o principal edifício de comando e os quartéis da base aérea dos Estados Unidos e incendiando os seus depósitos de combustível", afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.
A informação iraniana situou os ataques na região de Sheikh Isa, no norte da pequena ilha do Golfo, e contabilizou-os como a décima quarta onda ofensiva.
Entre a noite de segunda-feira e esta manhã, o Irão lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região.
Israel emite nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano
O exército israelita emitiu esta terça-feira uma nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano, incluindo duas na periferia sul de Beirute, devido a operações contra o movimento Hezbollah.
"As atividades do Hezbollah obrigam as IDF [sigla inglesa para Forças de Defesa de Israel] a agir com força contra ele (...) Para vossa segurança, devem evacuar imediatamente as vossas casas", escreveu o porta-voz do exército Avichay Adraee, para o público de língua árabe, na rede social X, listando cerca de cinquenta aldeias.
Nos subúrbios sul de Beirute, duas áreas também estão sob alerta, Ghobeiry e Haret Hreik, de acordo com a mesma fonte.
"Vocês encontram-se localizados perto de instalações e interesses do Hezbollah, contra os quais as IDF irão agir num futuro próximo", alertou o porta-voz.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News. "Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva".
"Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.
O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.
O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis".
"Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.
Trump avisa que ataque de Teerão a embaixada em Riade terá resposta
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esta terça-feira que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.
Ao ser questionado pela correspondente Kellie Meyer, do portal de notícias 'online' News Nation, Trump garantiu que a retaliação chegará em breve.
Meyer escreveu na rede social X que o dirigente indicou que vai enviar tropas para o terreno "apenas se necessário" e que não daria qualquer informação sobre que tipo de ações por parte do Irão poderiam levar ao envio.
A Arábia Saudita confirmou que a embaixada em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores.
A Embaixada dos Estados Unidos confirmou que não houve feridos durante o incidente, de acordo com vários meios de comunicação locais.
O ataque ocorreu poucas horas depois de o Departamento de Estado dos EUA recomendar aos cidadãos norte-americanos em 14 países da região, incluindo Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, que deixassem a região enquanto ainda estão disponíveis aviões comerciais.
EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos
Os Estados Unidos revelaram que utilizaram parte do seu arsenal mais avançado durante as primeiras 48 horas da ofensiva contra o Irão, mas não especificaram quantos alvos terrestres foram destruídos, nem confirmaram oficialmente o número de norte-americanos feridos.
As autoridades norte-americanas já adiantaram que sofreram seis mortes e o Centcom referiu hoje que as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos desde uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região.
"Estão em curso grandes operações de combate. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos seus familiares", acrescentou.
Entre o arsenal mencionado estavam bombardeiros B-2, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35 e F-22 para atacar instalações iranianas, bem como os sistemas Patriot e THAAD para intercetar as centenas de mísseis lançados pelo Irão em retaliação.
A lista inclui características de guerra eletrónica, como o sistema de ataque eletrónico EA-18G, especializado em 'cegar' radares inimigos e interferir com as suas comunicações, porta-aviões de propulsão nuclear e equipamento especial "que não podemos listar aqui", explicou o Centcom.
Noutra secção, o comando referiu-se aos alvos dos ataques, embora, ao contrário do seu último comunicado, no qual afirmou ter atingido mais de 1.000 alvos iranianos, desta vez não tenha incluído números.
Em vez disso, o comunicado apenas listou os alvos atacados: centros de comando e controlo, o quartel-general conjunto da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o quartel-general das Forças Aeroespaciais da IRGC, sistemas integrados de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios da Marinha iraniana, submarinos da Marinha iraniana, instalações de mísseis antinavio e capacidades de comunicação militar.
Voos a partir dos EAU limitados enquanto governos tentam retirar cidadãos do Médio Oriente
Nos Emirado Árabes Unidos já há viajantes retidos por causa do número limitado de voos de retirada de pessoas, enquanto os governos de todo o mundo esforçam-se para tirar os seus cidadãos do Médio Oriente, devido à guerra.
Companhias aéreas de longo curso, como a Etihad Airways e a Emirates, com sede em Abu Dhabi e Dubai, e a companhia aérea low-cost FlyDubai disseram que iriam operar voos limitados a partir do país onde os sistemas de defesa aérea foram colocados em prática para intercetar mísseis e drones iranianos.
Mais de 90% dos voos agendados a partir de Dubai e mais de metade daqueles previstos a partir de Abu Dhabi ainda estavam cancelados na segunda-feira, de acordo com o site de rastreio de voos FlightAware.
Dias de encerramentos de espaço aéreo generalizados ou tráfego aéreo fortemente restringido em alguns dos 'hubs' de aviação mais movimentados do mundo deixaram inesperadamente turistas, viajantes de negócios, trabalhadores migrantes e peregrinos religiosos retidos em hotéis, aeroportos e navios de cruzeiro assim que o conflito entre o Irão, os EUA e Isarel começou no sábado.
O turismo global depende fortemente dos aeroportos do Golfo, e as perturbações causadas pelo conflito para as companhias aéreas e os seus passageiros repercutiram-se em vários continentes.
As partidas selecionadas dos EAU trouxeram alívio para alguns, mas não indicaram um regresso à normalidade. Fechos de espaço aéreo permaneceram em vigor para o Irão, o Iraque e Israel, e a Jordânia instituiu um para a tarde até à noite a partir de hoje.
Israel anuncia nova vaga de bombardeamentos em Beirute
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma nova vaga de ataques contra Beirute, capital do Líbano, visando quartéis e depósitos de armas do grupo xiita Hezbollah.
Os meios de comunicação social libaneses, como o L'Orient-Le Jour, noticiaram explosões nos subúrbios do sul da cidade, a mesma zona que foi atacada na madrugada de segunda-feira.
O grupo xiita libanês atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta ao assassinato de Khamenei e aos atentados de Teerão, o que provocou uma resposta israelita com uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.
Israel já tinha avisado que iria continuar a sua campanha contra o grupo xiita apoiado pelo Irão e admitiu que "todas as opções estão em cima da mesa" sobre a possibilidade de um ataque terrestre contra o grupo xiita libanês, apoiado por Teerão, em adição à campanha aérea em curso.
As forças de Israel estão a operar no Líbano "para eliminar uma ameaça significativa", justificou o porta-voz do exército, Effie Defrin em conferência de imprensa, acrescentando que "todas as opções estão em cima da mesa" no objetivo de desarmar o Hezbollah.
Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, descartou porém aos jornalistas estrangeiros a possibilidade uma invasão terrestre no curto prazo.
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