Wall Street soma e segue. Convicção de que acordo de paz será alcançado leva índices a recordes
Os principais índices norte-americanos terminaram a sessão em alta, com os investidores a impulsionarem Wall Street para novos máximos, apoiando-se nas especulações sobre um avanço diplomático na guerra no Médio Oriente que tem abalado os mercados energéticos globais.
Neste contexto, o S&P 500 subiu 0,58%, para um novo máximo de fecho de 7.563,63 pontos, tendo fixado também um máximo histórico de 7.568,72 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, ganhou 0,91%, para os 26.917,47 pontos - recorde de fecho - e renovou máximos históricos nos 26.934,84 pontos. Já o Dow Jones avançou 0,05%, para um recorde de fecho nos 50.668,97 pontos.
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O dia arrancou com perdas para as praças bolsistas da maior economia mundial, mas esta tendência foi rapidamente invertida com notícias de que os Estados Unidos e o Irão terão chegado a um acordo provisório para prolongar um já frágil cessar-fogo por 60 dias e iniciar novas negociações sobre o programa nuclear de Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não deu o aval, no entanto, aos termos do memorando de entendimento, segundo noticiaram a Bloomberg e o Axios. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, limitou-se a referir que “as equipas têm estado em negociações” e insistiu que as três “linhas vermelhas” de Trump — reabrir o estreito de Ormuz, o Irão entregar as suas reservas de urânio altamente enriquecido e pôr fim ao seu programa nuclear — continuam a ser necessárias para qualquer acordo, citou a agência de notícias financeiras.
As novas informações surgiram depois de novos confrontos no golfo Pérsico durante a noite de quarta-feira. “Os mercados continuam a ser sacudidos pelas oscilações no sentimento em relação à guerra no Irão”, disse à Bloomberg Elias Haddad, da Brown Brothers Harriman & Co. “Independentemente disso, o apetite pelo risco deve continuar a ser sustentado, porque ambos os lados ainda estão a dialogar para chegar a um acordo que, em última análise, reabra o estreito de Ormuz”, acrescentou.
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Os custos mais elevados da energia têm vindo a alimentar as pressões sobre os preços, aumentando as preocupações de que a Reserva Federal possa ver-se forçada a aumentar as taxas diretoras ao longo deste ano. Nesta linha, novos dados económicos mostraram que o índice de preços das despesas pessoais de consumo (PCE) dos EUA subiu 3,8% em abril quando comparado com igual período do ano passado. A economia norte-americana cresceu no primeiro trimestre a um ritmo de 1,6%, mais lento do que o estimado anteriormente.
“A economia continua a crescer, mas a inflação mais elevada limita a flexibilidade da Reserva Federal e adia ainda mais os cortes nas taxas”, resumiu à agência de notícias financeiras Gina Bolvin, da Bolvin Wealth Management Group. “Este é um ambiente mais difícil para os investidores, porque o crescimento está a arrefecer precisamente quando a inflação volta a aquecer”, disse a mesma especialista.
Quanto aos movimentos do mercado, a tecnológica Snowflake disparou mais de 36%, depois de ter apresentado um “outlook” superior ao esperado, revelando ainda que assinou um contrato plurianual no valor de 6 mil milhões de dólares para utilizar os serviços “cloud” e chips da Amazon. Já a Marvell Technology pulou mais de 3%, após contas trimestrais que superaram as estimativas dos analistas, ao mesmo tempo que reviu em alta as suas perspetivas para o resto do ano, citando a procura por chips utilizados em centros de dados de inteligência artificial.
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Entre as “sete magníficas”, a Nvidia somou 0,78%, a Apple ganhou 0,53%, a Tesla valorizou 0,40%, a Alphabet avançou 0,34%, a Amazon subiu 0,79%, a Metamanteve-se praticamente inalterada com uma subida de apenas 0,0055% e a Microsoft pulou 3,47%.
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