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Banif em mínimos históricos na Bolsa continua em busca de investidores estrangeiros

O banco tocou hoje, pela primeira vez, nos 0,9 cêntimos por acção, o mais baixo de sempre. Foi a segunda sessão da história em que foram trocados mais títulos do Banif. O presidente do BIC Angola disse hoje que não está interessado no Banif mas a instituição da Madeira tem de conseguir 137 milhões de euros até ao final do ano.

Banif, Jorge Tomé
Banif, Jorge Tomé
17 de Outubro de 2013 às 18:05

O Banif negociou esta quinta-feira abaixo da barreira de 1 cêntimo. Foi a primeira vez na história do banco que tal aconteceu. Numa altura em que está à procura de parceiros estratégicos que lhe permitam concluir o processo de capitalização, o Banco BIC esclareceu que não será um deles.

As acções da instituição financeira encerraram nos 1 cêntimos, o que representa uma descida face aos 1,1 cêntimos da sessão anterior. Contudo, durante o dia, os títulos caíram a 0,9 cêntimos, um valor inédito na história do banco.

Desde que começaram a negociar as novas acções resultantes do aumento de capital do Banif, a 31 de Julho, as acções estabilizaram em torno dos 1,1 cêntimos (variam em fechos a 1,1 e a 1 cêntimos), mas nunca tinham descido da barreira de 1 cêntimo. O aumento de capital do banco foi realizado precisamente a 1 cêntimo. Esta sessão foi a primeira em que tal aconteceu – e ao longo de vários momentos do dia.

Em termos de acções negociadas, o dia também foi de valores (praticamente) inéditos. Trocaram de mãos perto de 434 milhões de títulos do banco liderado por Jorge Tomé (na foto), valor que só é superado pelo volume de 31 de Julho, quando entraram as 10 mil milhões de novas acções em bolsa, resultantes do aumento de capital.

 

Faltam levantar 137 milhões de euros junto de parceiros internacionais

A instituição fundada por Horácio Roque tem de dar o último passo (o sexto) para concluir o plano de capitalização global de 450 milhões de euros, necessário para que o Banif consiga cumprir os requisitos de capital e diluir a participação do Estado no banco – que chegou a superar os 99% quando foram injectados 1,1 mil milhões de euros estatais na instituição financeira, no início do ano.

Desses 450 milhões, faltam 137,3 milhões de euros, que Jorge Tomé pretende arrecadar “nas próximas semanas”. O objectivo é que os consiga junto de investidores institucionais internacionais, havendo a possibilidade de surgir um investidor estratégico.

Será "uma operação para mercado, abordando basicamente os investidores institucionais internacionais. No conjunto desses contactos, poderá surgir um investidor que queira ficar com os 130 ou 140 milhões, mas esse não é objectivo principal”, explicou o presidente executivo do banco na segunda-feira passada, citado pela agência Lusa.

Esta quinta-feira, o presidente do BIC Angola, Fernando Telles, esclareceu à agência de informação que o Banco BIC não está a ponderar nem comprar nem entrutura accionista do Banif.

Quinto passo do aumento de capital foi dado esta semana

O sexto passo do plano de capitalização está em acção dado que, na segunda-feira, 14 de Outubro, o Banif concluiu mais uma fase do processo.

O quinto passo foi uma oferta pública de troca (em que alguns investidores aceitaram trocar valores mobiliários por acções do Banif), através da qual a instituição fundada por Horácio Roque arrecadou 70,8 milhões de euros. Poderia conseguir 199 milhões, mas o banco já tinha reduzido o objectivo para 50 milhões – o que lhe permite, agora, dizer que a operação foi bem-sucedida.

O plano de capitalização do Banif teve o pontapé de partipação com uma colocação particular, com que conseguiu 100 milhões de euros, precisamente junto destes accionistas de referência.

O compromisso destes accionistas foi concretizado em Julho passado, o mesmo mês em que o Banif encaixou outros 100 milhões de euros, com o aumento de capital por venda de novas acções em bolsa.

A colocação particular junto de empresários como Dionísio Pestana ou Ilídio Pinho resultou num encaixe adicional de 40,7 milhões de euros. A esta colocação, em Agosto, seguiu-se mais um passo na semana passada: um reforço de capital de 700 mil euros, com a conversão de valores mobiliários convertíveis obrigatoriamente em acções (VMOC).

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