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Banif sobe 10% e alivia das perdas recentes

As acções do Banif estão a subir mais de 10%, aliviando das perdas recentes. Os títulos têm estado sob pressão devido aos receios de uma intervenção na instituição, apesar de o banco e o Governo terem afastado o cenário.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 15 de Dezembro de 2015 às 10:10
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As acções do Banif estão esta terça-feira, 15 de Dezembro, com elevada volatilidade. Por esta altura, os títulos do banco liderado por Jorge Tomé (na foto) estão a subir 10,77% para os 0,0009 euros. Já mudaram de mãos mais de 425 milhões de acções quando a média diária dos últimos seis meses é de perto de 176 milhões de títulos.

No entanto, durante esta sessão, as acções já recuaram 13,85% para os 0,0007 euros. Este comportamento tem lugar depois de o banco ter ontem chegado a cair 54,55% e ter encerrado a desvalorizar 40,91%, para os 0,0008 euros.

 

Surgiram notícias no passado domingo, 13 de Dezembro, que indicavam, nomeadamente, que o banco ia ser alvo de uma intervenção. Durante a madrugada de ontem, o ministério das Finanças emitiu um comunicado onde esclarecia que "decorre um processo de venda" da posição do Estado no banco e que neste dossiê a preocupação do Governo liderado por António Costa passa por "garantir a confiança no sistema financeiro, a plena protecção dos depositantes, as condições de financiamento da economia e a melhor protecção dos contribuintes".

 

Este comunicado do Ministério tutelado por Mário Centeno surge depois de a TVI ter noticiado que o Executivo está preparado para intervir no Banif. A estação de Queluz adiantava que o Banif podia ser alvo de uma medida de resolução, com a separação entre os activos problemáticos e saudáveis, podendo estes ser transferidos para a Caixa Geral de Depósitos. Jorge Tomé desmentiu qualquer intenção de fusão com a Caixa.

 

Também em comunicado, o Banif "desmentiu categoricamente" esta notícia da TVI de que estava a ser preparada uma intervenção na instituição. O banco liderado por Jorge Tomé classifica as informações avançadas pela TVI de "falsidades (…) que não só não correspondem à verdade como não têm qualquer espécie de fundamento".

 

Entretanto, na edição desta terça-feira, o Negócios escreve que o Banif está sob pressão e que isso abre porta a intervenção urgente. A gestão do Banif insiste no processo de alienação em curso, que já prevê a venda do banco às fatias. A pressão dos clientes e do mercado abre a porta a uma intervenção urgente. Venda rápida será cenário admitido. Governo está a acompanhar a situação.

 

O Negócios avança ainda que se a resolução for feita em 2015 todos os depósitos são salvos. No caso de ser necessário aplicar uma medida de resolução ao Banif ainda este ano, todos os depósitos estarão salvaguardados. Apenas a partir de Janeiro podem estar em risco as poupanças acima de 100 mil euros.

 

 

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