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Benfica afunda mais de 4% em bolsa depois do adeus aos milhões da Champions

Com a eliminação da prova milionária, os encarnados deixam escapar os cerca de 40 milhões de euros (pelo menos) que ganhariam em caso de qualificação. Como consequência, as ações abriram em queda.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 16 de Setembro de 2020 às 09:10
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As ações do Benfica estão em queda na bolsa nacional, reagindo de forma desfavorável à derrota do clube com o PAOK, que afastou os encarnados da Champions e da rota dos milhões desta prova europeia.

Se eliminasse os gregos orientados por Abel Ferreira, o Benfica ficava mais perto de garantir um encaixe de 37 milhões de euros com a Liga dos Campeões. Para que tal acontecesse seria ainda preciso eliminar os russos do Krasnodar, na ronda seguinte.

Como a equipa falhou este objetivo, que se assumia como crucial para a época, a sua cotação em bolsa está a desvalorizar 4,11% para os 2,80 euros por ação. Foram negociadas mais de 2.300 ações até ao momento.
Numa terceira pré-eliminatória disputada a apenas uma só mão devido à pandemia covid-19, a equipa de Jorge Jesus perdeu 2-1 com um auto-golo do novo reforço Verthongen, aos 63 minutos, e do ex-jogador do Benfica Andrija Zivkovic, aos 75. Já nos descontos, o internacional Rafa encurtou a distância, mas de nada valeu à equipa portuguesa.

Assim, 
o Benfica diz adeus aos milhões que poderia encaixar com uma qualificação para a fase de grupos e é relegado para a Liga Europa, enquanto a formação orientada por Abel Ferreira vai medir forças com os russos do Krasnodar no 'play-off' de acesso à 'champions', este já a duas mãos.

Em caso de passagem, o Benfica arrecadava perto de 40 milhões de euros, resultantes dos 15,25 milhões atribuídos a todas as equipas qualificadas, mais os quase 25 milhões graças à posição no ranking da UEFA. 
Depois, por cada vitória na fase de grupos o Benfica ganharia 2,7 milhões de euros, e cada empate valeria 900 mil euros para os cofres da Luz. O montante total poderia mesmo superar os 50 milhões de euros em prémios. 

A passagem assumia particular importância para as contas da Luz, uma vez que só neste defeso o presidente Luís Filipe Vieira já gastou 81,5 milhões de euros em reforços, com o avançado uruguaio Darwin Núñez, de 21 anos, a tornar-se o reforço mais caro da história do clube, depois de ter sido contratado por 24 milhões de euros, ao Almeria, da segunda liga espanhola.

(valor corrigido dos prémios potenciais)
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