Bolsa de Lisboa em alta. BCP, CTT e Mota-Engil sobem mais de 2%, EDPR cai
Aumento nos lucros da EDP Renováveis não foi suficiente para convencer no arranque da sessão.
A bolsa de Lisboa começa a sessão desta quarta-feira em alta, acompanhando a tendência das congéneres europeias que às 08:17 horas também negociavam em terreno positivo. O PSI valoriza 0,28% para os 9.189,85 pontos.
O tom no arranque da sessão é claramente positivo, com 13 cotadas a negociarem com valorizações e apenas três em queda. Do lado da tabela verde, há mesmo três cotadas com subidas acima dos 2% e mais seis com subidas acima de 1%.
O destaque do início da sessão vai para o trio BCP, CTT e Mota-Engil, que valorizam mais de 2% cada. A construtora liderada por Carlos Mota dos Santos prepara-se para assumir um megaprojeto na Bahia já este mês e nesta nesta quarta-feira opera uma emissão de 50 milhões de euros em dívida, num prazo de cinco anos, com um juro de 4,6%. Pode saber mais sobre a emissão no nosso guia de perguntas e respostas sobre a nova dívida sustentável da Mota-Engil.
Há depois um grupo de seis cotadas que valorizam mais de 1%: Teixeira Duarte, Semapa, Sonae, Ibersol, Jerónimo Martins e Corticeira Amorim.
A empresa liderada por António Rios Amorim fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros de 15,4 milhões de euros, o que representa uma quebra de 6,5% face a igual período do ano passado. Na apresentação de resultados feita nesta terça-feira, depois do fecho, a corticeira justifica a descida com o contexto geopolítico "desafiante" e o efeito cambial.
Do lado das quedas, destaque para a desvalorização de 7,12% da Nos, que coloca os títulos nos 5,155 euros. A operadora que nesta quarta-feira entra em período de ex-dividendo, data a partir da qual as ações são negociadas sem direito ao pagamento do dividendo, existindo um ajuste técnico no valor da ação para refletir o pagamento do dividendo aos acionistas – que no caso da Nos será de 45 cêntimos por ação.
A EDP Renováveis também está em queda, cedendo 0,28% para os 14,14 euros. O braço de energias verdes do grupo EDP anunciou já nesta quarta-feira, antes da abertura dos mercados, os resultados relativos ao primeiro trimestre, reportando um lucro de 70 milhões de euros, o que representa um aumento de 36% no resultado líquido da cotada.
A Galp também pressiona pela negativa, cedendo 1,41% para os 19,575 euros por título, num contexto em que o petróleo está a recuar nos mercados internacionais, devido aos sinais de avanços nas negociações entre EUA e Irão.
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