Bolsa nacional cai pelo segundo dia pressionada pela energia e retalho
A bolsa lisboeta negociou em queda pelo segundo dia seguido, acompanhando a tendência de perdas verificada nas principais praças europeias. Numa sessão em que esteve em mínimos de 30 de Março, foram as quedas do retalho, energia e da Nos que mais pressionaram.
O PSI-20 encerrou a sessão desta terça-feira, 18 de Abril, a recuar 0,72% para 4.927,06 pontos, com 16 cotadas em queda e as restantes três em alta, com o principal índice nacional a seguir o comportamento verificado na generalidade das principais praças europeias. Tanto o PSI-20, que transaccionou em mínimos de 30 de Março ao longo do dia, como o Stoxx 600 registaram a segunda sessão seguida em terreno negativo.
A contribuir para a apreensão dos investidores europeus na sessão desta terça-feira esteve o recente agravar da incerteza política e da instabilidade geopolítica. Desde logo a decisão hoje anunciada pela primeira-ministra britânica, Theresa May, que levará ao Parlamento uma proposta para a antecipação das eleições gerais para o próximo dia 8 de Junho. O que levou o índice britânico FTSE a registar a maior queda diária desde 27 de Junho, logo depois da vitória do Brexit no referendo.
Além desta questão, sobe de tom a troca de argumentos entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, com o vice-presidente americano, Mike Pence, a referir que o último ensaio com um míssil balístico realizado por Pyongyang no passado fim-de-semana foi uma clara acção provocatório do regime norte-coreano.
No plano nacional foram os sector da energia, retalho e a Nos que mais penalizaram. A EDP terminou o dia a perder 0,98% para 3,128 euros, e a EDP Renováveis recuou 0,24% para 6,943 euros, numa altura em que a empresa liderada por Manso Neto dispõe de oito dias para avaliar a OPA lançada pela casa-mãe. Também a Galp Energia resvalou 0,27% para 14,535 euros, seguindo a tendência de desvalorização do preço do petróleo nos mercados internacionais, numa altura em que o Brent, negociado em Londres e utilizado como valor de referências para as importações nacionais, está a cair 0,51% para 55,08 dólares por barril. Esta terça-feira foi revelado que a petrolífera nacional registou variações positivas na exploração e produção de petróleo e nas vendas de energia, pese embora tenha recuado nas vendas em mercados internacionais.
Ainda na energia, a REN desvalorizou 1,46% para 2,70 euros.
Também a penalizar esteve o retalho, com a Jerónimo Martins a deslizar 1,26% para 16,51 euros, no dia em que a imprensa polaca noticiou as ameaças dos sindicatos locais de avançarem com uma greve na Biedronka como forma de protesto a favor de melhores salários. Já a Sonae a ceder 0,22% para 0,92 euros. Nota também para a Sonae Capital que mesmo tendo fechado a sessão a recuar 0,35% para 0,866 euros, transaccionou nos 0,885 euros durante o dia, o que representa um máximo de Dezembro de 2009. A Nos também pressionou ao cair 1,26% para 5,085 euros, tal como os CTT que caíram 0,57% para 5,087 euros. A travar uma queda mais expressiva da praça lisboeta esteve o BCP que ganhou 0,34% para 0,1785 euros, o que acontece no dia seguinte ao banco liderado por Nuno Amado ter comunicado à CMVM que o Norges Bank voltou a reforçar a posição detida na instituição portuguesa, tendo passado a deter uma parcela de 2,42% do capital social do banco português. Esta terça-feira o Negócios noticiou que os quatro maiores bancos do sistema português conseguiram "ganhos" fiscais que permitiram melhorar os seus resultados do ano passado em 1.570 milhões de euros, o que contribuiu decisivamente para que o BCP tenha registado lucros em 2016.
A Nos também pressionou ao cair 1,26% para 5,085 euros, tal como os CTT que caíram 0,57% para 5,087 euros.
A travar uma queda mais expressiva da praça lisboeta esteve o BCP que ganhou 0,34% para 0,1785 euros, o que acontece no dia seguinte ao banco liderado por Nuno Amado ter comunicado à CMVM que o Norges Bank voltou a reforçar a posição detida na instituição portuguesa, tendo passado a deter uma parcela de 2,42% do capital social do banco português.
(Notícia actualizada às 16:55)