Bolsa Bruxaria mexeu com Wall Street e só o Dow Jones resistiu. Mas houve uns pozinhos das tecnologias

Bruxaria mexeu com Wall Street e só o Dow Jones resistiu. Mas houve uns pozinhos das tecnologias

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico encerraram em terreno misto, com a bruxaria a fazer das suas.
Bruxaria mexeu com Wall Street e só o Dow Jones resistiu. Mas houve uns pozinhos das tecnologias
Reuters
Carla Pedro 21 de setembro de 2018 às 21:38

O Dow Jones fechou a somar 0,32% para 26.743,50,70 pontos, depois de a meio da sessão ter marcado um novo máximo histórico nos 26.769,16 pontos.

 

Em contrapartida, o Standard & Poor’s 500 cedeu 0,04% para 2.929,67 pontos, tendo igualmente estabelecido um novo recorde na negociação intradiária – nos 2.940,91 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite também não manteve a tendência de subida da abertura e terminou a recuar 0,51% para 7.986,95 pontos.

 

As bolsas norte-americanas abriram a ser sustentadas sobretudo pelos títulos da energia, em dia de subida dos preços do petróleo, mas depois as cotações do "outro negro" caíram e as cotadas do sector perderam fôlego.

 

Mas foram as tecnológicas que tiveram o maior peso na quebra de hoje, o que levou a que o Nasdaq fechasse no vermelho.

 

A Apple, Amazon e Facebook estiveram entre os títulos que mais terreno cederam, dada a preocupação em torno das tarifas alfandegárias. As bolsas têm gravitado grandemente em torno dos conflitos comerciais, designadamente entre Washington e Pequim, sendo que os títulos mais sensíveis a uma guerra comercial acabam por ser os mais pressionados.

 

Mas houve outro factor que levou a uma maior volatilidade no final da sessão. É que hoje foi dia de bruxaria quádrupla ("quadruple witching") nos mercados de ambos os lados do Atlântico. E quádrupla porque se deu o vencimento simultâneo de quatro contratos: futuros e opções sobre índices e sobre acções, tanto nos EUA como na Europa.

 

O nome do dia faz assim referência a estes quatro vencimentos e às bruxas. Mas porquê as bruxas? Os mercados têm o termo ‘witching hour’ (a hora da bruxa) que é a última hora de negociação da sessão bolsista. Uma vez que o vencimento destes quatro tipos de contratos exerce grande influência no desempenho do mercado, o termo é tido como adequado para a situação, já que essa "hora da bruxa" corresponde a um curto período em que quem pratica feitiçaria fica especialmente mais activo e poderoso. 

 

Assim sendo, este é um dia historicamente mais volátil, especialmente na última hora de negociação, com um elevado volume de transacções. Isto porque os investidores que precisam de fechar posições podem movimentar o mercado a qualquer preço, levando as cotações a oscilarem erraticamente. O ‘quadruple witching’ ocorre quatro vezes por ano, nas terceiras sextas-feiras dos meses de Março, Junho, Setembro e Dezembro.




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