Chips puxam por Wall Street em semana marcada por resultados das "big tech"
As fabricantes de chips recuperaram parte das quedas da semana passada, com os investidores a voltarem a comprar, na expectativa de que a IA continue a sustentar os lucros. A Meta e a Tesla apresentam contas esta semana.
Após o mais recente "sell-off" no setor, as fabricantes de chips voltaram a atrair compradores esta segunda-feira e impulsionaram as principais bolsas norte-americanas, que fecharam a sessão em terreno maioritariamente positivo. Os investidores aproveitaram as quedas para comprar, na expectativa de que o "boom" do investimento em inteligência artificial (IA) continue a sustentar resultados sólidos.
Neste contexto, o S&P 500 avançou 0,41% para 7.690,73 pontos e o Nasdaq Composite valorizou 1,11% para 26.430,89 pontos. O Dow Jones chegou ao fim da sessão praticamente inalterado, recuando 0,07% para 51.966,03 pontos.
A CoreWeave voltou a registar volatilidade e anulou a subida do início da sessão, acabando por fechar no vermelho. Já a Intel subiu 2,43%, depois de o JPMorgan ter revisto em alta a sua recomendação para "manter", considerando que a recuperação da fabricante de chips pode demorar anos, mas que a execução da gestão tem sido sólida.
A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, desceu 0,55%, a poucos dias de apresentar resultados trimestrais, que serão um novo teste à confiança na aposta na IA. A Tesla, que subiu quase 4% nesta sessão, também apresenta contas esta semana. A Apple (-0,15%) confirmou a realização de um evento a 28 de outubro, onde deverá apresentar o primeiro MacBook com ecrã tátil.
A subida das tecnológicas abrandou na semana passada, com os investidores a questionarem a sustentabilidade do investimento em IA perante a perspetiva de taxas de juro mais altas. Ainda assim, segundo o Citigroup, o setor deverá representar quase 70% do crescimento dos lucros a nível mundial no próximo ano.
"Os resultados vão mostrar se um forte crescimento dos lucros consegue restaurar a confiança na subida das ações", afirmou Mark Haefele, "Chief Investment Officer" da UBS Global Wealth Management, citado pela Bloomberg. "Continuamos a esperar que a resiliência do crescimento e dos resultados sustente as ações, e vemos oportunidades atrativas em obrigações de qualidade."
Os últimos três meses do ano têm sido, historicamente, favoráveis às ações. Embora não haja garantia de que estes padrões se repitam em 2026, o forte crescimento dos lucros das empresas e a resiliência da atividade económica poderão sustentar novas subidas até ao final do ano, segundo Brock Weimer, da Edward Jones, também citado pela Bloomberg.
Na mesma linha, Michael Wilson, do Morgan Stanley, defende que os investidores devem preparar-se para aumentar o risco nas carteiras, numa altura em que a correção de vários meses em partes do mercado acionista se aproxima do fim. "Aconselhamos os investidores a estarem preparados para um ajustamento muito rápido ou para uma erosão mais lenta até novembro, porque, na nossa opinião, será esse o momento de aumentar o risco em vez de o evitar", notou, também citado pela Bloomberg.