Bolsa CTT e Jerónimo Martins pressionam bolsa nacional

CTT e Jerónimo Martins pressionam bolsa nacional

Num dia de incerteza política na Europa, desta vez com epicentro na Alemanha, as praças europeias alinharam-se em terreno negativo. Em Lisboa, o PSI-20 caiu penalizado sobretudo pelas cotadas CTT e Jerónimo Martins.
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Ana Batalha Oliveira 02 de julho de 2018 às 16:42
A bolsa nacional arrancou a semana e o segundo semestre com uma quebra de 0,73% para os 5.488,34 pontos. A penalizar estão 13 cotadas, mantendo-se apenas quatro em trajectória ascendente e uma inalterada. O sentimento negativo é comum às principais praças do Velho Continente, que alinham no vermelho.  

A Alemanha está no centro das atenções após o ministro do Interior ter ameaçado demitir-se, num movimento que pode ter consequências para a estabilidade política do país. A confirmar-se a demissão, Seehofer pode simplesmente ser substituído e (quase) tudo ficar na mesma, Merkel pode ser obrigada a negociar nova coligação ou a Alemanha pode ter de realizar eleições antecipadas.

Por outro lado, as perspectivas de um adensamento das tensões comerciais entre Bruxelas e EUA também contribuem para os receios dos investidores. A União Europeia reitera que responderá com proporcionalidade a eventuais taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos à importação de veículos e peças de automóveis europeus e admite tarifas que impactem as exportações americanas de automóveis em 294 mil milhões de dólares.

Por cá, as acções dos CTT recuaram 3,86% para os 2,89 euros, no dia em que foram alvo de uma nota de análise do Jefferies. O banco de investimento cortou a avaliação dos CTT de 3,35 euros para 3,00 euros, um corte superior a 10%. O novo preço-alvo confere às acções um potencial de subida de 3,35% face o valor de fecho dos títulos esta segunda-feira. A recomendação permaneceu em "manter". As acções da empresa liderada por Francisco Lacerda elevam para quase 17,5% a queda desde o início do ano. 

Já a Jerónimo Martins reforçou os mínimos de mais de dois anos que tem vindo a confirmar nas últimas três sessões. A retalhista cedeu 2,71% para os 12,035 euros. Desde o início do ano que a empresa liderada por Soares dos Santos viu uma diminuição de mais de 26% no valor dos títulos. 

Já no sector da energia há espaço para nota positiva. Destaque para a EDP Renováveis que atingiu máximos históricos, apesar de ter resvalado para terreno negativo nos últimos minutos de negociação. A empresa de energias limpas fechou com uma desvalorização de 0,17% para os 8,915 euros, mas chegou a atingir o recorde de 9 euros durante a sessão. Ambos os valores – tanto o pico como o de fecho – superam a contrapartida de 7,33 euros oferecida pelos chineses da China Three Gorges no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a EDP Renováveis.

A REN foi a cotada que mais valorizou esta segunda-feira, ao somar 1,42% para os 2,434 euros. A EDP também entrou no verde ao avançar 0,29% para os 3,41 euros. A Galp destoa, pois deslizou 0,77% para os 16,21 euros.

O desempenho das várias energéticas acontece numa altura em que o mercado do petróleo é fortemente pressionado pelas exigências de Trump, que afirmou no Twitter ter falado com o principe saudita no sentido de a Arábia Saudita aumentar a produção. Na mesma publicação, garante que o líder deste país, um dos maiores produtores mundiais, terá concordado. O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a afundar 1,77% para os 77,83 dólares. 


(Notícia actualizada às 16:55)



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