Bolsa Energia puxa pelo PSI-20 com Galp a somar mais de 2% e EDP em máximos

Energia puxa pelo PSI-20 com Galp a somar mais de 2% e EDP em máximos

O PSI-20 fechou a subir, a beneficiar do impulso das cotadas do setor da energia. Já as papeleiras travaram os ganhos do índice nacional.
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Ana Batalha Oliveira 07 de outubro de 2019 às 16:48
A bolsa nacional terminou a sessão com nota positiva. O principal índice, o PSI-20, subiu 0,52% para os 4.933,21 pontos, contando com a contribuição de nove cotadas no verde contra sete no vermelho e duas na linha de água.

O pendor positivo da bolsa nacional repete-se nas várias praças europeias. Lá fora, os investidores mostram-se otimistas com o aproximar de mais uma ronda de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, o discurso do presidente da Reserva Federal americana, Jerome Powell, e a reflexão no Reino Unido sobre o Brexit. Já esta terça-feira, o Parlamento britânico vai iniciar um período de suspensão de três dias, numa altura em que tudo indica que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vá pedir um adiamento do prazo do Brexit, o qual termina no fim do mês. No que toca ao banco central norte-americano a possibilidade de que indicie um reforço dos estímulos à economia mantém-se viva face aos indicadores económicos desfavoráveis que surgiram na semana passada. 

Em Lisboa, a Galp foi a cotada a liderar os ganhos, com um avanço de 2,24% para os 13,67 euros. A petrolífera sobe em sintonia com os preços da matéria-prima, os quais seguem a valorizar em torno de 2%. O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue com uma valorização de 1,88% para os 59,47 dólares, subindo pela terceira sessão consecutiva. O otimismo em relação ao desenrolar das negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo influencia pela positiva as cotações do "ouro negro", indiciando possíveis aumentos no campo da procura.

Ainda no setor energético, destaque para a EDP e REN. A elétrica liderada por António Mexia soma 0,88% para os 3,66 euros, tendo atingido um máximo de julho de 2015 durante a sessão. A REN também tocou um pico de agosto de 2017, mas terminou a sessão com uma desvalorização de 0,75% para os 2,65 euros.

O peso pesado Jerónimo Martins também contribuiu positivamente, com uma valorização de 1,01% para 15,06 euros, num dia em que o polaco Dom Maklerski mBanku reviu em alta a recomendação da retalhista, que está agora no nível "manter".

A servir de contra-peso esteve a Altri, que liderou as perdas com uma quebra de 3,58% para os 5,39 euros. Esta segunda-feira, a JB Capital Markets reduziu o preço-alvo e a recomendação para as ações da Altri. O "target" foi reduzido de 10,25 euros para 6,20 euros, um valor que implica, ainda assim, um potencial de valorização de cerca de 11% face ao valor de fecho da última sessão e a recomendação foi cortada de "comprar" para "neutral".

Também no setor do papel, a Semapa chegou a tocar um mínimo de novembro de 2016, mas inverteu para subir 0,53% para 11,30 euros no final da sessão.



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