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Especulação sobre juros dá fecho negativo a Nova Iorque

Os três principais índices accionistas norte-americanos fecharam no vermelho, com as cotadas do sector energético e das telecomunicações entre as que mais penalizaram as negociações. Dúvidas sobre a acção da Fed mantêm-se.

Reuters
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 19 de Agosto de 2016 às 21:06
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As praças bolsistas norte-americanas encerraram no vermelho pela primeira vez em três sessões, com os investidores a realizarem mais-valias e cautelosos quanto à actuação da Reserva Federal.

 

A sessão encerrou assim com os três principais índices sem renovarem os máximos repetidos nos primeiros dias da semana, impulsionados pelos sinais de suporte dos bancos mundiais às principais economias. O S&P 500 recuou 0,14% para 2.183,87 pontos, o Nasdaq caiu 0,03% para 5.238,38 pontos e o industrial Dow Jones cedeu 0,24% para 18,552.57 pontos.

 

As empresas do sector energético – influenciadas pelos sinais contraditórios nos preços do petróleo no dia de hoje, ao fim de várias sessões a acumular valor até entrar em mercado touro – bem como as telecom estiveram entre as maiores perdedoras da sessão.

Ao passo que o valor do barril de brent negociado em Londres manteve as quedas de início de dia (recuando 0,31% para os 50,73 dólares), em Nova Iorque as perdas deram lugar a ganhos, com o ouro negro a caminhar para a sétima sessão positiva seguida. A unidade West Texas Intermediate vale 48,42 dólares, somando 0,41%.

 

Ainda assim, as quedas foram temperadas por notícias de resultados melhores do que o esperado de empresas como a Deere & Co (a disparar mais de 13%) ou a Foot Locker (a somar acima de 10%). Até agora, de acordo com a Bloomberg, quase 80% das cotadas do S&P 500 conseguiram resultados melhores do que o esperado pelos analistas.

 

A condicionar as negociações estão ainda os sinais de divisão sobre o timing para o aumento dos juros no país - saídos das actas da última reunião da Fed -, bem como as declarações de membros da Reserva Federal, como o presidente da Reserva de Nova Iorque, que relembrou que a decisão de voltar a subir juros pode acontece a qualquer momento.

(Notícia em actualização)

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