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Euronext Lisbon não acompanha recuperação na Europa; PSI20 cede 0,15%

A Bolsa nacional negociava em queda, arrastada pelas acções da EDP, Cimpor e BCP, levando o PSI20 a ceder 0,15%, em contra ciclo com restantes os índices europeus. A Brisa voltou a tocar no limiar dos 6 euros, após uma valorização de 1,69%.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 06 de Junho de 2002 às 12:17
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A Bolsa nacional negociava em queda, arrastada pelas acções da EDP, Cimpor e BCP, levando o PSI20 a ceder 0,15%, em contra ciclo com restantes os índices europeus. A Brisa voltou a tocar no limiar dos 6 euros, após uma valorização de 1,69%.

O PSI20 [PSI20] marcava 7.244,54 pontos com 12 acções em queda, quatro inalteradas e quatro a valorizarem, numa altura em que as praças de Paris, Amsterdão e Frankfurt acumulavam ganhos de mais de 1,5%.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] e a Cimpor [CIMP], papéis com ponderações de 17,259%, 18,077% e 3,971% no PSI20, impediam que o índice de referência acompanhasse a tendência de recuperação que se desenhava nas restantes praças da Europa.

A eléctrica caía 0,91% para os 2,18 euros, a instituição liderada por Jardim Gonçalves desvalorizava 0,27% para os 3,66 euros, enquanto os títulos da cimenteira recuavam 1,39% para os 21,30 euros. A evolução da Cimpor estava a ser condicionada pelo início da negociação sob a forma de «ex-dividendos».

Segundo um operador da Atrium.pt contactado pelo Negocios.pt, a recuperação nos restantes mercados está a ser feita com base nas valorizações das empresas do sector de computadores e do retalho. «A fraca liquidez da Jerónimo Marins (JM) e da Modelo Continente (MC), e a baixa ponderação das empresas ligadas à industria dos computadores, não permitem o PSI20 acompanhar o andamento europeu».

A MC [MCON] cedia 0,54% para os 1,83 euros, enquanto a JM [JMAR] desvalorizava 0,26% a marcar 7,53 euros, «apesar dos bons números apresentados pela retalhista holandesa Ahold», que anunciou um crescimento de 3,8% nos lucros do primeiro trimestre, antevendo igualmente uma melhoria no segundo semestre.

A Brisa [BRISA] que já esteve a cotar nos 6 euros, valorizava 1,19% para os 5,97 euros. Ontem, o Deutsche Bank (DB) emitiu uma recomendação de «compra» para as acções da concessionária de auto-estradas, e um preço alvo de 7,3 euros. A liderança nacional, a compra da CCR e a eventual participação na privatização da ENA, em parceria com um grupo espanhol, justificam o potencial de subida de 27%, segundo o analista do DB.

A Vodafone Telecel [TLE] crescia 1,73% para os 7,09 euros, enquanto a Portugal Telecom (PT) [PTC] cotava sem alterações de preços nos 7,57 euros. De acordo com o mesmo operador, «a PT está a atravessar um momento atípico, com muito pouca liquidez e fraca volatilidade».

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