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Navigator perde quase 10% em dois dias. BBVA corta avaliação

As acções da Navigator voltaram a sentir uma forte queda, ainda a reflectir o anúncio da taxa de 37% imposta pelos EUA sobre as vendas da empresa naquele país. O BBVA decidiu descer a sua avaliação da cotada em 0,50 euros por acção.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 14 de Agosto de 2018 às 16:57
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As acções da Navigator fecharam a sessão a perder 2,30% para 4,496 euros, elevando para 9,86% a queda em dois dias. Foi a primeira vez, desde Março, que a empresa liderada por Diogo da Silveira fechou abaixo dos 4,50 euros.

 

Esta queda nas duas sessões representa uma redução de 350 milhões em termos de capitalização bolsista. É o equivalente a dizer que desapareceu de bolsa uma Ibersol.

 

A liquidez voltou a ser elevada, tendo trocado de mãos mais de 1,47 milhões de acções, quando a média diária dos últimos seis meses é inferior a 690 mil títulos.

 

A justificar este desempenho esteve o anúncio de uma taxa anti-dumping por parte dos EUA sobre as vendas da Navigator para aquele país.

 

Os EUA representam 10% das vendas totais da Navigator e a imposição de uma taxa de 37% sobre as importações poderá representar menos 66 milhões de euros no EBITDA e 45 milhões nos lucros este ano, de acordo com a informação da própria cotada. Ora, em 2017, a empresa liderada por Diogo da Silveira fechou com um EBITDA de 404 milhões de euros e lucros de cerca de 207 milhões.

 

Este factor terá levado a revisões dos analistas. Esta terça-feira, 14 de Agosto, o BBVA reviu em baixa a sua avaliação da Navigator. O Negócios não teve acesso à nota, não conseguindo explicar os fundamentais da mesma. Há apenas a informação, no terminal da Bloomberg, de um corte do preço-alvo de 0,5 euros. O "target" passou assim de 5,70 euros para 5,20 euros.

 

A nova avaliação confere, ainda assim um potencial de subida de 15,66% face ao valor de fecho das acções esta terça-feira.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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