Bolsa Novo mínimo histórico do BCP mantém bolsa nacional no vermelho

Novo mínimo histórico do BCP mantém bolsa nacional no vermelho

Após dois dias em queda e de uma sessão em que negociou quase até ao fecho em terreno positivo, o novo valor mínimo das acções do BCP manteve a bolsa lisboeta em recuo.
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David Santiago 02 de junho de 2016 às 16:52

O PSI-20 encerrou a sessão desta quinta-feira, a ceder ligeiros 0,01% para 4.850,00 pontos, com sete cotadas a negociar em queda, nova em alta e duas inalteradas, naquela que foi a terceira sessão consecutiva a perder valor. Na Europa o sentimento foi misto no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que irá manter os juros em mínimos históricos e que vai iniciar no dia 8 de Junho o programa de compra de dívida de empresas.

 

O presidente do BCE, Mario Draghi, previu que a economia da Zona Euro cresça 1,6% em 2016 e que a inflação suba para 0,2%, valores que representam uma revisão em alta face às anteriores previsões.

 

No plano nacional voltou a ser o BCP a contribuir de forma determinante para o desempenho da praça lisboeta, tal como havia sucedido na última sessão. Numa sessão em que tanto o PSI-20 como o BCP negociaram a maior parte do tempo em alta, no período de consolidação de ordens, no final da sessão, as acções do BCP que chegaram a subir mais de 5%, acabaram por registar depois uma desvalorização de 2,20% para 0,267 euros, valor que representa um novo mínimo histórico.

 

Na quarta-feira a instituição já caíra 11%, igualando o seu mínimo histórico ao tocar nos 2,73 cêntimos por acção, valor anteriormente atingido em Junho de 2012. A contribuir para a má prestação bolsista do BCP na sessão de ontem esteve a lista em que o Goldman Sachs colocou o banco português entre os mais "vulneráveis" da Europa, bem como o afastamento da instituição do principal índice de acções globais.

Durante boa parte da sessão desta quinta-feira o BCP conseguiu afastar-se de mínimos, beneficiando da decisão tomada pela CMVM ainda na quarta-feira (depois do fecho dos mercados) de proibir a venda a descoberto dos títulos do banco presidido por Nuno Amado, o chamado "short selling", uma decisão justificada com a forte queda ontem registada em bolsa, e que levou mesmo o BPI a ultrapassar a capitalização bolsista do BCP.

Ainda assim, o Société Générale reduziu a recomendação do BCP para "neutral" e o preço-alvo para 3,2 cêntimos considerando que existem ainda "assuntos por resolver". Também esta quinta-feira foi conhecido que o BCP já enviou ao BCE o pedido de autorização para devolver 235 milhões de euros em ajudas públicas, dos 700 milhões que estão por entregar das subscrições feitas pelo Estado em forma de obrigações contingentes convertíveis (CoCo’s).

Pelo seu lado, o BPI terminou o dia a apreciar 0,09% para 1,154 euros. 

Ainda a pressionar esteve a Galp Energia que deslizou 0,55% para 11,65 euros, seguindo assim a tendência de queda do petróleo nos mercados internacionais no dia em que o encontro da OPEP não permitiu chegar a um acordo que permitisse fixar novas quotas de produção no cartel.

 

Continuando no sector energético, mas em sentido inverso, o grupo EDP impediu uma maior desvalorização da bolsa nacional. A EDP somou 0,24% para 2,939 euros e a EDP Renováveis avançou 0,80% para 6,93 euros.

 

Os CTT também negociaram registando uma valorização de 0,77% para 8,063 euros, um dia depois de se conhecer que até 31 de Maio o Banco dos Correios captou 33,6 milhões de euros em depósitos.


(Notícia actualizada às 16:52)




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