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PSI-20 escapa à onda negativa provocada por Draghi

Apesar do pessimismo nas bolsas europeias que se seguiu ao anúncio de Draghi - que acabou por manter inalterado o programa de estímulos económicos do BCE -, a praça lisboeta acabou o dia em alta apoiada pelos CTT e Galp Energia.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Setembro de 2016 às 16:45
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O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta quinta-feira, 8 de Setembro, a ganhar 0,21% para 4.767,19 pontos, com 10 cotadas a negociar em alta, sete em queda e uma inalterada, no segundo dia seguido a transaccionar em terreno positivo e em contraciclo com a tendência verificada pelas generalidade das principais praças europeias.

 

A penalizar as bolsas do Velho Continente esteve o facto de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), ter revelado que a possibilidade de a autoridade monetária incrementar o actual programa de compra de activos não foi sequer discutida pelos governadores, ao contrário do que o mercado aguardava.

Também em Wall Street reina o pessimismo dos investidores que se seguiu anúncio do BCE de manter inalterados os juros e igualmente o programa de "quantitative-easing".

 

Numa altura em que se avolumam os sinais de arrefecimento das economias europeias e também da economia mundial, a que se soma a ameaça de deflação na Zona Euro, os investidores esperavam que Draghi pudesse anunciar um reforço das políticas de estímulo económico do BCE.

 

No plano nacional foram os CTT que mais impulsionaram o índice, ao subirem 1,47% para 6,507 euros na sessão.

Também a apoiar a prestação do principal índice nacional esteve a Galp Energia, que somou 0,53% para 13,18 euros. A petrolífera acompanhou assim a tendência de forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, isto numa altura em que o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a subir 3,58% para 49,70 dólares por barril.

A justificar esta valorização da matéria-prima está a queda das reservas petrolíferas dos Estados Unidos registada na semana passada, a maior desde Janeiro de 1999, mostram os dados divulgados pela Agência de Administração de Energia do país. 

Ainda na energia, a EDP avançou 0,20% para 3,06 euros e a EDP Renováveis cresceu 0,22% para 7,253 euros.

 

Também a apoiar a bolsa nacional esteve o BCP, com o banco liderado por Nuno Amado a valorizar 1,09% para 0,0185 euros. Continuando na banca, o BPI resvalou 0,38% para 1,062 euros, num dia em que o Negócios apurou que a primeira providência cautelar interposta pelo Grupo Violas considera inconstitucional o diploma governamental que obriga à votação da desblindagem dos estatutos.  

 

Já a Caixa Económica Montepio Geral caiu 0,65% para 0,457 euros, o valor mais baixo de sempre para a cotada.

 

Nota positiva para a Sonae Indústria que disparou 19,30% para 0,0068 euros numa sessão em que negociou em máximos de Janeiro deste ano.

 

Por fim, e a impedir uma maior valorização da bolsa nacional esteve a Jerónimo Martins que deslizou 0,78% para 14,675 euros. 

(Notícia actualizada às 16:50)

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