Bolsa PSI-20 fecha em terreno positivo pela quarta sessão consecutiva

PSI-20 fecha em terreno positivo pela quarta sessão consecutiva

A bolsa de Lisboa fechou em terreno positivo, contrariando o sentimento das praças do Velho Continente. A impulsionar o principal índice nacional esteve o BCP e a EDP.
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Inês F. Alves 22 de abril de 2016 às 16:48

Com 9 cotadas em alta e 9 em queda, o principal índice nacional fechou a sessão desta sexta-feira a somar 0,27% para 5.097,48 pontos, numa altura em que o Stoxx 600 – índice que reúne as 600 maiores cotadas europeias, perdia 0,45% para 348,00 pontos.

A pressionar as praças europeias esteve sobretudo o sector automóvel, após a Daimler anunciar que os seus lucros operacionais caíram no primeiro trimestre, a Volkswagen divulgar que vai aumentar significativamente as provisões para pagamentos no âmbito do escândalo das emissões, e depois de se ficar a saber que as autoridades francesas fizeram buscas em várias instalações do Grupo PSA - fabricante Peugeot/Citroën.

A impulsionar a bolsa de Lisboa esteve o BCP. O banco fechou a subir 3,59% para 4,04 cêntimos por acção, após a aprovação da fusão de acções em assembleia-geral de accionistas. Além da conversão, os accionistas viabilizaram também a possível entrada de novos investidores no capital da instituição. Aprovada nesta assembleia foi também a alteração de auditor, que passa a ser a Delloite.

Ainda no sector bancário, o BPI avançou 0,74% para 1,083 euros por acção, após o CaixaBI, departamento de "research" da Caixa Geral de Depósitos, estimar que o banco vai anunciar um aumento de 98,9% dos lucros no próximo dia 28 de Abril, quando divulgar os resultados do primeiro trimestre.

Também a EDP contribuiu para manter o PSI-20 em terreno positivo, a energética terminou a sessão a avançar 1,25% para 3,076 euros por acção, depois de o Banco Central Europeu anunciar detalhes sobre o programa de compra de dívida de empresas que vai arrancar em Junho. Segundo o banco central, a Brisa, a EDP e a REN compõem o leque de cotadas nacionais elegíveis. No parecer da Haitong divulgado esta sexta-feira, EDP e REN são das empresas que mais têm a beneficiar no mercado ibérico.

A REN, por sua vez, somou 0,66% para 2,745 cêntimos. A empresa anunciou esta quinta-feira que vai pagar o dividendo de 0,171 euros, referente a 2015, a partir de 2 de Maio.

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis somou 0,28% para 6,883 euros por acção, e a Galp caiu 0,25% para 12,08 euros, numa altura em que o Brent, negociado em Londres e preço de referência para as importações europeias, avança 2,11% para 45,47 dólares por barril.

No sector do retalho, a Jerónimo Martins caiu 2,48% para 14,38 euros por acção, enquanto a Sonae avançou 0,71% para 99,4 cêntimos por acção.

Destaque positivo para a Sonae Capital, que fechou a avançar 0,57% para 70,4 cêntimos, num dia em que o Negócios destaca os ganhos da cotada desde que passou a integrar o principal índice nacional. A Sonae Capital bateu tudo e todos no primeiro mês no PSI-20, sendo mesmo a cotada que mais ganha no índice nacional desde o início do ano: 37,25%.

A Portucel, que anunciou esta quinta-feira que vai pagar aos accionistas a partir de 4 de Maio o dividendo de 15,9 cêntimos por acção referente aos resultados obtidos em 2015, fechou a cair 0,35% para 3,14 euros.

Ainda no sector do papel, a Semapa perdeu 2,45% para 11,14 euros e a Altri caiu 1,07% para 3,32 euros.

A Nos somou 0,93% para 6,207 euros, numa sessão em que os CTT caíram 0,42% para 8,042 euros.




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