Receios em torno da economia chinesa levam bolsas europeias a afundarem
Os principais índices bolsistas europeus estão a acentuar as desvalorizações registadas no início da sessão. Os receios em relação à evolução da economia chinesa continuam a penalizar o desempenho das bolsas do Velho Continente.
As bolsas europeias estão a aprofundar as desvalorizações registadas no início da sessão, estando a aproximar-se da pior queda desde 2008. A liderar as desvalorizações entre os principais índices europeus está a bolsa da Grécia, com o principal índice a cair 7,29% para 173,36 pontos estando a negociar em mínimos de Junho de 2012. As restantes praças europeias estão também a registar quedas acentuadas estando em mínimos de Janeiro de 2015.
O principal índice da Holanda recua 5,64%, o PSI-20 desce 5,37%, o francês CAC 40 desvaloriza 5,19% e o germânico DAX perde 4,46%. O principal índice alemão chegou já a recuar esta segunda-feira, 24 de Agosto, 4,8%, estando 22% abaixo do seu valor mais elevado – entrando assim em mercado urso. O Stoxx 600, o índice de referência, recua 4,65% para os 344,48 pontos.
Por sectores, o petrolífero é um dos que mais perde no Velho Continente. A britânica BP desce 5,05% para 239,15 pences, a holandesa Royal Dutch Shell recua 6,40% para 21,95 euros e a francesa Total perde 5,45% para 38,84 euros. A Galp Energia acompanha este sentimento e desvaloriza 5,78% para 8,815 euros.
Os receios em relação à evolução da economia chinesa continuam a pressionar a evolução dos mercados bolsistas. Os dados económicos apontam para uma deterioração da economia chinesa, a segunda maior do mundo. Estes dados têm assim contrariado as políticas que têm sido introduzidas pelo Governo chinês de incentivo à economia e aos mercados bolsistas. Ainda este fim-de-semana o Governo chinês anunciou que vai permitir que os fundos de pensões invistam em acções pela primeira vez. Porém, as medidas não estão a ter o efeito pretendido. Ainda esta segunda-feira, a bolsa da China registou a maior queda desde 2007.
"Hoje parece que todos estão a vender e há pânico. Já não há uma escolha racional e não há uma reacção racional" disse à Bloomberg Michael Woischneck da Lampe Asset Management. "Não vai existir uma recuperação hoje. Os norte-americanos vão acentuar a pressão vendedora dos europeus durante a tarde o que pode levar-nos ainda mais para baixo", acrescentou.