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Saúde da banca europeia melhora e impulsiona Wall Street

As principais praças norte-americanas encerraram a última sessão da semana em alta, sustentadas pelo facto de os receios relativamente à banca europeia terem aliviado depois de informações que dão conta que o Deutsche Bank está em vias de chegar a acordo com a Justiça dos EUA para reduzir fortemente a sua multa.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 21:56
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O Standard & Poor’s 500 fechou esta sexta-feira a subir 0,80% para 2.168,27 pontos e o índice industrial Dow Jones avançou 0,91% para se fixar nos 18.308,15 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 0,81% para 5.312,00 pontos.

 

O Deutsche Bank chegou hoje a atingir um mínimo histórico, voltando a arrastar grande parte da banca europeia, mas ao final do dia correram informações de que o banco alemão estará perto de celebrar um acordo com a Justiça norte-americana no sentido de reduzir a multa que lhe vai ser aplicada, o que fez com que a tendência invertesse. O Deutsche Bank acabou por fechar a disparar perto de 7% e sustentou o sector financeiro do Velho Continente mesmo na recta final das sessões bolsistas na Europa.

 

O mercado tem estado atento aos níveis de capital do banco alemão e à sua capacidade para enfrentar pesados custos legais - já que foi avançado na semana passada que poderia vir a ter de pagar uma multa de 14 mil milhões de dólares à Justiça norte-americana.

 

O Deutsche Bank, à semelhança de outros grandes bancos, é acusado de ter vendido, antes de rebentar a crise financeira de 2007-2008, créditos imobiliários convertidos em produtos financeiros complexos, baptizados RMBS, a investidores, apesar de saber que eram 'tóxicos', isto é, que não tinham qualidade.

 

Hoje ao final da tarde correram entretanto informações que dão conta que o banco germânico poderá reduzir essa multa, com a AFP a avançar que pode acabar por se fixar em 5,4 mil milhões de dólares. Foi o suficiente para revigorar o castigado sector financeiro na Europa e também do outro lado do Atlântico – esta categoria de cotadas registou uma subida agregada de 4%, naquele que foi o maior ganho em oito semanas.

 

Por outro lado, hoje foi divulgado que os gastos dos consumidores norte-americanos diminuíram ligeiramente em Agosto, ao passo que o crescimento dos rendimentos pessoais foi o mais débil desde a queda registada em Fevereiro – dados que apontam para uma menor solidez da economia dos EUA e que criam a expectativa de que a Fed não se decidirá, para já, por uma nova subida dos juros, o que criou optimismo junto dos investidores.

 

Esta sexta-feira fechou o mês de Setembro e também o trimestre. E houve surpresas. Segundo os cálculos da Bloomberg, as grandes tecnológicas, como a Apple, revelaram uma supremacia nos últimos três meses que não era vista desde o ‘bull market’ iniciado em 2009 – catapultando assim o S&P 500 para o seu melhor trimestre deste ano. Este foi, aliás, o quarto trimestre consecutivo em alta do Standard & Poor’s 500.

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