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Sobe-e-desce em Wall Street em dia de decisão da Fed

Os principais mercados acionistas do outro lado do Atlântico reforçaram as subidas após a decisão do banco central norte-americano de manter a taxa diretora em torno de zero, mas na reta final da sessão inverteram, à conta de nova queda das tecnológicas, e só o Dow se manteve à tona.

O Dow Jones teve uma valorização de mais de 11% na terça-feira.
Lucas Jackson/Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 16 de Setembro de 2020 às 21:16
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O Dow Jones fechou a somar 0,13% para 28.032,38 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 cedeu 0,46% para 3.385,49 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 1,25% para 11.050,47 pontos.

 

Os principais índices de Wall Street refletiram o anúncio da Fed de manutenção dos juros – e os sinais de que este cenário poderá durar pelo menos até 2023 –, com o movimento de subida do Dow Jones e do S&P 500 a reforçar-se e com o Nasdaq a entrar em terreno positivo. Mas foi sol de pouca dura.

 

A Fed revelou-se mais otimista na sua atualização trimestral das estimativas para a evolução da economia, com os responsáveis do banco central a preverem uma contração económica para este ano menos profunda do que esperavam anteriormente, o que animou os investidores, se bem que por pouco tempo.

 

A projeção é agora de uma queda de 3,7% do PIB em 2020, quando nas previsões de junho a Fed estimava uma contração de 6,5%. Já a taxa de desemprego deverá situar-se nos 7,6%, contra os 9,3% anteriormente antecipados.

 

Por seu lado, a chamada inflação ‘de base’ (ou ‘inflação core’, que retira à inflação global o efeito da variação dos preços da energia e dos alimentos, mais voláteis e sujeitos a choques independentes da dinâmica da economia) deverá ficar em 1,5%, quando em junho se estimava em 1%.

 

Na sessão de hoje, as cotadas da banca e da energia estiveram entre as melhores performances bolsistas.

 

No entanto, as tecnologias tiveram um mau desempenho, como tem acontecido nos últimos tempos devido aos receios de que os títulos deste setor estejam demasiado valorizados, o que levou o Nasdaq a regressar ao vermelho nos últimos minutos de negociação.

 

Também o S&P 500 acabou por ser penalizado por gigantes do setor tecnológico, como a Adobe, Apple, Microsoft e Facebook.

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