Wall Street desvaloriza em ambiente de cautela antes de discurso de Trump
As bolsas norte-americanas abriram em terreno ligeiramente negativo, com os investidores à espera de um discurso amanhã no Congresso por parte do presidente Donald Trump, em que se espera que dê mais pormenores sobre as suas políticas.
As praças do outro lado do Atlântico seguem em ligeira baixa, num ambiente de expectativa por parte dos investidores, na véspera de um importante discurso de Donald Trump no Congresso.
O índice industrial Dow Jones abriu a ceder 0,12% para 20.797,74 pontos, depois de na sexta-feira ter estabelecido a sua 11ª sessão consecutiva em alta.
Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 recua 0,10%, para 2.364,89 pontos, depois de na passada quinta-feira ter alcançado um máximo de sempre nos 2.368,26 pontos.
Já o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,21% para 5.833,22 pontos. O seu mais recente máximo histórico foi atingido na negociação intradiária de terça-feira, 21 de Fevereiro, nos 5.867,89 pontos.
Os investidores aguardam agora pelo importante discurso do presidente norte-americano amanhã no Congresso, esperando-se que fale sobre os seus planos para a reforma fiscal e dos cuidados de saúde, bem como em matéria de gastos em infra-estruturas.
Esta semana fará três semanas que Donald Trump prometeu um "plano fenomenal" para a reforma fiscal. Assim, os investidores aguardam pormenores sobre cortes de impostos ou outras medidas económicas a serem anunciadas pelo novo residente da Casa Branca.
Para os mercados financeiros, o discurso de Trump amanhã assume a importância de um discurso do Estado da União, sublinha a Bloomberg. Com efeito, apesar de não ser considerado um discurso sobre o Estado da União, uma vez que recai no seu primeiro ano de mandato, o discurso inicial junto do Congresso não deixa de ser menos importante para os presidentes na era moderna, acrescenta a agência.
"Precisamos de mais pormenores sobre as suas políticas", comentou à Bloomberg um gestor de activos da SEI Investments, Sean Simko. "[Trump] tem de ser mais específico em termos de números ou ter um calendário mais definido", sublinhou.
Na quinta-feira passada, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, veio dizer que quer ver aprovada, até Agosto próximo, uma reforma fiscal "muito significativa", reforçando assim a mensagem do presidente.
Desde a eleição de Trump nas presidenciais do passado dia 8 de Novembro, as bolsas do outro lado do Atlântico têm dado poucos sinais de abrandamento. O S&P 500 valorizou 10%, tendo registado 17 recordes de fecho numa escalada que já adicionou 2,8 mil milhões de dólares em valor ao mercado accionista norte-americano, de acordo com as contas da agência noticiosa.