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BPI sobe preço-alvo da Altri em quase 50% e diz que cotação actual “não tem suporte”

Apesar da melhoria, o novo "target" tem implícito um potencial de desvalorização de quase 11% para as acções da Altri, que tem alcançado sucessivos máximos históricos.

A Altri surge em terceiro lugar no “ranking” das cotadas portuguesas que mais aumentaram o dividendo. A remuneração sobe 20%, para 0,30 euros, um crescimento que fica ligeiramente abaixo do aumento dos lucros (24,5%). A rendibilidade do dividendo é de 6,1% e a empresa de pasta e papel entrega aos accionistas 64% dos lucros.
Rita Faria afaria@negocios.pt 14 de Junho de 2018 às 10:29
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O BPI/CaixaBank subiu o preço-alvo para as acções da Altri em 48%, de 5,30 para 7,85 euros, para reflectir a subida dos preços da pasta e a evolução favorável do dólar norte-americano.

O novo "target" atribui às acções um potencial de desvalorização de quase 11%, tendo em conta a cotação actual (8,69 euros) pelo que a recomendação desceu de "neutral" para "underperform". Isto porque os analistas do BPI consideram que a "actual cotação não tem suporte".

Numa nota de análise, a que o Negócios teve acesso, o BPI explica que aumentou o preço-alvo devido "aos preços mais altos da pasta até 2021" e também para reflectir a fusão entre a Suzano e a Fibria, e o fortalecimento do dólar.

"Os preços da pasta continuam a subir, apesar de estarem em máximos históricos, enquanto os descontos na indústria começaram a descer no primeiro trimestre", notam os analistas. "A procura mantém-se sólida conduzida, mais recentemente, pela Europa".

O aumento dos preços da pasta, juntamente com a evolução do dólar e os movimentos de consolidação no sector têm levado a Altri a atingir sucessivos máximos históricos e a acumular uma subida de 69,21% desde o início do ano. Este valor, porém, quase duplica os ganhos acumulados de 35,71% da Semapa e de 39,58% da Navigator.

Nesta altura, os títulos da empresa co-liderada por João Borges de Oliveira e Paulo Fernandes descem 1,59% para 8,69 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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