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Lisbon Brokers reinicia cobertura da EDP com preço-alvo de 2,89 euros

A Lisbon Brokers reiniciou a cobertura das acções da Energias de Portugal com uma recomendação de «comprar» e um preço-alvo de 2,89 euros. A corretora afirma que o mercado já tinha incorporado a saída de João Talone da presidência executiva da empresa e c

Paulo Moutinho 03 de Janeiro de 2006 às 17:47
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A Lisbon Brokers reiniciou a cobertura das acções da Energias de Portugal com uma recomendação de «comprar» e um preço-alvo de 2,89 euros. A corretora afirma que o mercado já tinha incorporado a saída de João Talone da presidência executiva da empresa e considera que o possível desinvestimento na Oni poderá ser um dos catalizadores das acções no futuro.

Num estudo com data de hoje, o analista João Carlos Fidalgo, da Lisbon Brokers, avalia cada acção da EDP, pelo método da soma das partes, em 2,89 euros, o que suporta uma recomendação de «comprar» para os títulos.

«Na altura em que a nota de ‘research’ estava a ser impressa», João da Talone anunciou a saída da presidência executiva da eléctrica nacional depois da Assembleia Geral em Março, e «aparentemente António Mexia vai ser o próximo CEO, com o seu nome a ser aprovado pelos accionistas privados». Segundo o analista da Lisbon Brokers, «a mudança na direcção gera algumas incertezas que penalizam o perfil de risco da EDP, mas os investidores já tinham incorporado este assunto nas suas expectativas».

O desinvestimento da EDP na operadora de telecomunicações ONI, poderá, segundo o analista João Carlos Fidalgo, ser um catalizador para os títulos da eléctrica.

Na nota de «research» o analista afirma que «apesar da melhoria nas actividades da ONI», a operadora «enfrenta um ambiente muito competitivo em Portugal» e indica como cenário possível e favorito, «a incorporação da ONI na Sonaecom Fixa, ao mesmo tempo que a ‘restruturação/roll-up’ da participação da EDP na OPTEP ‘holding’ (que detém 25,7% da Optimus), na Sonaecom», mas esses desenvolvimentos «são incertos».

Outro dos aspectos focados na análise da Lisbon Brokers é o posicionamento da eléctrica no mercado ibérico. Depois do veto da Comissão Europeia à aquisição dos activos de gás da Galp, «a direcção suportou bem esse recuo, e continuou com a execução do seu plano estratégico para o mercado ibérico, baseado no controlo total da Hidrocantábrico».

«Acreditamos na consolidação do sector energético» no mercado ibérico, depois do negócio Gas Natural/Endesa, com as eléctricas a «espreitarem alguns dos activos que têm que ser vendidos pela Gas Natural/Endesa», apesar de existir um acordo para a venda desses activos à Iberdrola por 9 mil milhões de euros, «na nossa opinião, existe uma forte possibilidade de serem vendidos em leilão», o que poderá permitir à EDP e à Galp fazerem alguma aquisições.

João Carlos Fidalgo afirma que «tendo em conta todos os aspectos [do mercado ibérico], o sector energético ibérico vai estar em destaque em 2006».


As acções da EDP fecharam a subir 1,15% para 2,63 euros.

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