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Novo crédito ao consumo em mínimos de um ano

As novas operações de crédito ao consumo superaram os 500 milhões de euros, em Setembro, de acordo com os dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

Miguel Baltazar/Negócios
15 de Novembro de 2018 às 15:11

As novas operações de crédito ao consumo ascenderam a 556 milhões de euros, em Setembro, de acordo com os dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal. Este é mesmo o valor mais baixo desde Setembro do ano passado, quando foram concedidos 552,6 milhões de euros. Nos últimos seis meses, as novas operações diminuíram por quatro vezes.

O Banco de Portugal implementou, a partir de Julho, recomendações aos bancos para serem seguidas nas novas operações de crédito à habitação e ao consumo. Nestes três meses, as novas operações de financiamento para a compra de casa têm vindo a diminuir consecutivamente, uma evolução para a qual também tem contribuído a subida dos preços do imobiliário.

Mas, no caso do crédito ao consumo, a tendência tem sido menos contínua. Depois de as novas operações terem aumentado em Agosto, tendo voltado a superar os 600 milhões de euros mensais, em Setembro voltaram a diminuir. Foram concedidos 556 milhões de euros, em Setembro, o que compara com os 605,5 milhões de euros do mês anterior.

Face a Setembro do ano passado, o montante emprestado aumentou 0,62%. O valor concedido neste mês mais recente foi o mais baixo desde Setembro do ano passado.

A queda mensal registada nas novas operações de crédito ao consumo ocorreu no segmento do automóvel. A compra de carro foi responsável por 225,6 milhões de euros de novas operações de crédito ao consumo, em Setembro, o que compara com os 284,3 milhões de euros do mês anterior.

Para a locação financeira ou ALD de carros novos, foram concedidos 225,2 milhões de euros, para os carros usados 6,6 milhões de euros, enquanto com reserva de propriedade e outros para carros novos foram emprestados 51,8 milhões de euros e 141,9 milhões de euros para carros usados. Em todos estes segmentos, o montante emprestado caiu face ao mês anterior.

Já o crédito pessoal para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos registou um forte crescimento mensal. Uma evolução que ocorre no mês do regresso às aulas. Foram emprestados 11,5 milhões de euros, mais 60% do que no mês anterior.

As novas operações de crédito pessoal sem finalidade específica registaram um ligeiro aumento para 234,5 milhões de euros. E o montante emprestado para cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto cresceu 5% para 84,5 milhões de euros.

(Notícia actualizada às 15:30 com mais informação)

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