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Governo vai ter de baixar idade da reforma para ter mudança das leis laborais aprovada, diz Chega

Em debate com o primeiro-ministro, André Ventura elevou a fasquia do partido para dar apoio às alterações ao Código do Trabalho pretendidas pelo Governo, exigindo uma mudança ao arrepio da legislação.

André Ventura, presidente do Chega
André Ventura, presidente do Chega Lusa
16:27

Depois de ter já enumerado uma série de temas que condicionarão uma futura votação no Parlamento das alterações às leis laborais pretendidas pelo Governo - da compensação do trabalho por turnos à possibilidade de não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita -, o Chega elevou a fasquia e exige agora que o Executivo de Luís Montenegro baixe a idade da reforma para obter do partido apoio às propostas.

“Não aprovamos reformas que tirem direitos às mães que trabalham. Não aprovamos reformas que tiram direitos a quem trabalha por turnos e a quem trabalha em horas extraordinárias. E, oiça-me bem, se quer fazer isto vai ter de baixar a idade da reforma em Portugal”, afirmou nesta quarta-feira André Ventura, o presidente do Chega, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro.

A idade de reforma normal, recorde-se, é atualizada anualmente com base na evolução dos indicadores de esperança de vida publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, e segue metodologias legisladas.

Apesar de - haverá nova reunião dia 7 -, o Chega tem vindo sucessivas vezes a colocar-se como parceiro de negociações no Parlamento, listando, nem sempre de forma explícita, as condições que coloca para apoiar a reforma do Governo.

Na última audição parlamentar da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, a deputada Felicidade Vital, coordenadora do Chega na comissão parlamentar do Trabalho,: a reforma "não cria um único instrumento" no domínio da avaliação e desempenho dos trabalhadores", a possibilidade de não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilegal é vista como "uma desautorização direta dos tribunais"; não há uma proposta para "valorizar devidamente" o trabalho por turnos e noturno; deve haver "aumentos de penalização para o uso indevido da contratação" e o partido entende que a "criminalização é essencial para desmotivar a tentativa de fraude".

O PS, por seu turno, tem vindo a reafirmar que não aprovará as propostas de alterações do Governo na mais recente versão, resultado de negociações com a UGT, e à qual o secretariado nacional da central sindical deu chumbo unânime na passada semana.

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