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Barclays recomenda manter SAG com preço-alvo nos 1,66 euros

O Barclays recomenda manter as acções da SAG - Soluções Automóvel Globais, definindo os 1,66 euros como preço-alvo, que representa um potencial de valorização de 7,1% face ao preço actual de 1,55 euros.

Pedro Viana pviana@mediafin.pt 26 de Março de 2004 às 15:59
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O Barclays recomenda manter as acções da SAG - Soluções Automóvel Globais, definindo os 1,66 euros como preço-alvo, que representa um potencial de valorização de 7,1% face ao preço actual de 1,55 euros.

O banco refere que o cenário favorável para a economia e sector auto em Portugal para este ano e para 2005 propiciam um cenário mais favorável para a evolução da SAG em termos operacionais. No entanto, reforça, a nova legislação europeia constitui um factor de risco para a SAG como importador local, podendo implicar uma diminuição das margens.

Os analistas realçam que as acções têm tradicionalmente proporcionado dividendos bastante interessantes, parece ter sinalizado uma diminuição no dividendo, o que poderá também reduzir a atractividade do título.

A dispersão em bolsa relativamente reduzida, com o grupo SGC a deter quase 75% da SAG, aliada à baixa capitalização bolsista do título, são factores condicionantes do seu desempenho em bolsa. Tendo estes factos em consideração, o exposto e o facto do título estar a cotar perto do seu valor fundamental, «recomendamos "manter" para a SAG», refere o relatório.

A avaliação foi realizada através do modelo dos «cash-flows» descontados com um custo médio de capital de 7,8% e incorporando um desconto de 10% em face da baixa capitalização bolsista da SAG.

Contrato com Volkswagen por cinco anos pode ser o último

Por outro lado, a nova legislação europeia prevê que, a partir de 2005, os construtores de automóveis deverão optar por um modelo de distribuição selectiva ou em exclusividade na UE.

Isto, segundo o Barclays, constitui um factor negativo para a SAG, que poderá enfrentar no futuro concorrência na representação interna das marcas do grupo Volkswagen (embora possa também constituir uma oportunidade para diversificar as marcas que comercializa).

Assim, o novo acordo de representação assinado em Novembro de 2003 por cinco anos com o fabricante alemão, em relação à VW e à Audi, poderá ser o último contrato nestes termos entre a SAG e o grupo Volkswagen, reduzindo a visibilidade dos ganhos a partir de 2009, diz o Barclays.

SAG é importador exclusivo da VW para Portugal à excepção da SEAT

O Grupo SAG (Soluções Automóvel Globais) opera, através de várias empresas, na importação e comercialização de automóveis multimarca. Por intermédio da sua participada SIVA, a SAG é o importador exclusivo para Portugal das marcas do grupo VW, com a excepção da SEAT, tendo recentemente acordado o prolongamento por mais cinco anos do contrato de exclusividade com a Volkswagen AG.

Sendo líder em Portugal no segmento de compra de novos veículos, o grupo opera ainda na área de serviços de aluguer, preparação e reparação de veículos (Multirent, Frotarent, Globalrent/SIXT e LGA) e detém uma parceria com o BCP no Interbanco, entidade bancária especializada no financiamento automóvel. A SAG detém ainda a Unidas, segunda maior empresa de rent-a-car do Brasil.

A SAG tem vivido uma conjuntura difícil nos últimos anos, motivada essencialmente pela quebra da procura no mercado automóvel e pela perda de quota de mercado das marcas representadas pelo grupo. Reflectindo a debilidade da conjuntura económica que tem vindo a provocar a queda do consumo privado desde 2001, o mercado nacional automóvel registou pelo terceiro ano consecutivo uma quebra nas vendas em 2003.

Desde 2000, o mercado nacional de ligeiros já registou uma diminuição 36,7% na procura, perdendo 13,8% em 2001, 13,7% em 2002 e 15,2% no ano que findou. Adicionalmente as marcas da empresa têm perdido quota de mercado nos últimos 2 anos.

A SAG detinha cerca de 17,7% do mercado de automóveis ligeiros de passageiros em 2001, sendo que a Volkswagen era a marca de maior peso, com 12,6% do mercado. Em 2002 e 2003 o peso da VW no mercado nacional de ligeiros decresceu, respectivamente, para 11,6% e 9,7% facto motivado pela ausência de lançamento de novos modelos da marca, com impacto negativo nas vendas consolidadas do grupo.

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