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BES perde 816 mil euros na OPA sobre Sacor Marítima;Galp Energia paga mais 2 milhões

O BES perdeu 816 mil euros por ter vendido a sua posição na OPA da Petrogal sobre a Sacor Marítima. A Galp Energia terá que pagar mais dois milhões de euros face ao novo preço fixado na oferta potestativa.

27 de Dezembro de 2002 às 15:38

O Banco Espírito Santo (BES) perdeu 816 mil euros por ter vendido a sua posição na Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Petrogal sobre a Sacor Marítima. A Galp Energia terá que pagar mais dois milhões de euros face ao novo preço fixado na oferta potestativa.

A Petrogal da Galp Energia que controlava 79,98% do capital da Sacor lançou uma OPA sobre aquela empresa ao preço de 13,6 euros por cada acção. No momento do anúncio desta operação, a CMVM anunciou que, no caso do oferente conseguir adquirir 90% ou mais do capital da empresa de transporte de combustíveis, seria nomeado um auditor independente para fixar uma nova contrapartida.

O auditor fixou o novo preço que ficou 8,5 euros acima do valor oferecido inicialmente na OPA.

Contactada pelo Negocios.pt, fonte oficial da CMVM explicou que a reguladora do mercado de capitais «sempre que não concordar com a contrapartida oferecida, nomeia um auditor para fixar um novo valor», mas só o pode fazer no caso da OPA potestativa, visto que na oferta voluntária, os accionistas têm o direito de não vender as suas acções ao preço oferecido.

O auditor escolhido determinou que a Galp Energia terá que fazer um esforço financeiro superior para adquirir os restantes 7,9% que a empresa não adquiriu na primeira fase da operação. Neste âmbito, a empresa petrolífera nacional terá que pagar mais 2,015 milhões de euros do que inicialmente previsto.

A empresa estimava gastar 8,16 milhões de euros na aquisição do restante capital da Sacor Marítima. Com a revisão em alta do valor oferecido determinado pelo auditor independente nomeado pela CMVM, a Petrogal vai investir mais de 10 milhões de euros na compra dos cerca de 20% que ainda não detinha na Sacor Marítima.

De acordo com o anúncio publicado hoje na CMVM, a contrapartida da aquisição potestativa, «é de 22,10 euros por cada acção representativa do capital social da Sacor Marítima, correspondendo ao valor fixado pelo auditor designado pela CMVM», sendo que esse valor está depositado no Banco Espírito Santo de Investimento, «ficando disponível a partir do terceiro dia útil a seguir à confirmação da transferência das acções».

Após decorrida a OPA potestativa, a Sacor Marítima deixa de estar cotada em Bolsa, não podendo ser readmitida num prazo de dois anos.

O BES [BESNN], que detinha cerca de 3,2% da Sacor Marítima, alienou a sua posição na sequência da OPA lançada pela Petrogal à Sacor. Numa operação que envolveu a venda de cerca de 96 mil acções, o banco liderado por Ricardo Salgado poderia ter ganho mais 816 mil euros, caso tivesse optado por esperar pela aquisição potestativa.

As acções do BES cotavam nos 12 euros, a cair 0,41%.

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